Exportadores prevêem superávit máximo de US$ 2,3 bi
automóveis, papel, móveis e confecções. A elevação seria um reflexo da maxidesvalorização do Real. A AEB aponta como "fator limitador" do aumento das exportações o fato de apenas 800 empresas concentrarem 75% das vendas para o Exterior - das quais 60% são controladas por capitais estrangeiros.Por Mônica Ciarelli e Gustavo Alves Rio, 16 (AE) - A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) prevê que a balança comercial deva apresentar um superávit de US$ 2,3 bilhões em 2000. Segundo os prognósticos da associação, a obtenção de um superávit de US$ 5 bilhões, previsto no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), só seria possível se as exportações aumentassem 14,5%, enquanto as importações simplesmente não crescessem em relação ao volume deste ano, de US$ 49,3 bilhões. Em relatório divulgado hoje, a AEB considerou "viável" o crescimento de 14,5% das vendas externas, que atingiriam assim US$ 54,3 bilhões no próximo ano. Mas para isso, seria preciso um aumento nos preços das commodities - possibilidade pouco provável, de acordo com a associação. A perspectiva de estagnação das importações também é bastante "questionável". Na avaliação da entidade, se houver crescimento de mais de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, deve se esperar aumento da procura por insumos e produtos em geral, cujo efeito será o crescimento das importações. "Um item que poderá contribuir para essa estagnação das importações é o petróleo, devido à estimativa de incremento da produção nacional em 300 mil barris por dia", ressalvou o comunicado com os prognósticos da organização. O crescimento do PIB também pode reduzir as exportações, alertou a entidade, ao fazer com que empresas prefiram destinar para o mercado interno produtos que, em outra situação, iriam ser vendidos para o exterior. Moreira ainda lembrou que o superávit de US$ 5 bilhões equivaleria, na verdade, à geração de um saldo acumulado de US$ 6,9 bilhões - quantia necessária para abater o déficit previsto para este ano, de US$ 1,9 bilhões. Preços - Segundo a AEB, a recuperação das exportações no próximo ano deve ocorrer mais pelo aumento das quantidades vendidas do que pela recuperação dos preços das mercadorias no mercado internacional. "A maioria das commodities que compõem os produtos básicos, os quais representam 25% da pauta de exportação do Brasil, neste momento, têm suas cotações inferiores à média de preço das exportações efetuadas no período de janeiro a outubro de 1999", argumenta o documento. De acordo com a entidade, deve haver crescimento da venda de bens manufaturados, especialmente de aviões, calçados, autopeças





