Exportadores esperam aumentar vendas, mostra pesquisa da CNI
Rio, 25 (AE) - A maioria das empresas exportadoras espera grande crescimento das vendas externas neste ano, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) feita no início do mês. A pesquisa consultou 14 associações setoriais da indústria. Apenas duas previram establidade dos negócios com o Exterior. A pesquisa abrangeu setores que correspondem a cerca de 60% das exportações brasileiras. A associações ouvidas foram a Abecitrus (suco de laranja), Abef (carne de Frango), Abicalçados (calçados), Abit (produtos têxteis), Abiec (carne bovina industrializada), Abiove (soja), Abimaq (máquinas e equipamentos), Abinee (eletroeletrônicos), Abiquim (complexo químico), Abrinq (brinquedos), Anfavea (veículos), Bracelpa (papel e celulose), IBS (siderurgia) e Sindipeças (autopeças).
Na análise dos técnicos da CNI, a recuperação da demanda mundial, a modernização, a maior produtividade da indústria nacional e a desvalorização cambial é a razão do otimismo dos setores exportadores que responderam à pesquisa. Das 14 entidades consultadas, 10 informaram que a retomada das exportações vem sendo feita com a retomada de negócios com clientes antigos.
Metade das 14 associações informou que novos clientes vêm sendo conquistados em mercdos antigos. Na pesquisa anterior sobre o mesmo tema, feita em meados de 1999, somente duas associações informaram que isto estava acontecendo. Os exportadores de carne de frango, eletrodomésticos, suco de laranja e veículos automotores vêm conseguindo novos clientes também em mercados que antes não eram explorados.
A pesquisa da CNI sobre exportações brasileiras mostrou que 64% das entidades industriais que vendem para o Exterior prevêem estabilidade no preço de seus produtos. Quatro entidades trabalham com aumento dos preços internacionais, e apenas a Abiquim prevê redução nos preços do seu setor. Na pesquisa anterior, em 1999, 54% das associações previram queda nos preços. A alta carga tributária e a competição intensa no mercado externo devem manter-se como os principais entraves ao crescimento das exportações. Os industriais também mostraram preocupação com as dificuldades de acesso a financiamento, barreiras externas, redução dos preços internacionais e demanda fraca.





