Exportações poderão ser medíocres, diz Gianetti
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 1 (AE) - O presidente da Silex Trading, Roberto Gianetti da Fonseca, disse hoje que o resultado da balança comercial de maio, com um superávit de US$ 312 milhões, mostra que o desempenho das exportações em 1999 será "medíocre", se não houver a oferta de mais linhas de crédito e também a redução de impostos, no curto prazo. "Isso daria um fôlego novo ao setor", disse Gianetti.
Segundo ele, há "muitas idéias" em discussão entre o governo e o setor privado desde fevereiro, logo após a desvalorização do real, mas "há lentidão na decisão". Sua expectativa é de que o governo haja com "objetividade, coragem e decisão" na próxima reunião, agendada para o próximo dia 11, na sede do BNDES.
A partir da oferta de crédito e do corte de impostos que incidem sobre exportações, o empresário acha que será ainda "factível" atingir a meta de um superávit no ano entre US$ 3,4 bilhões e US$ 5,3 bilhões. "Sem isso, poderemos ficar com um saldo próximo do zero", disse, imaginando que seria repetido apenas o volume de exportações de 98.
De janeiro a maio, a balança teve um déficit acumulado de US$ 479 milhões, o que, segundo Gianetti, é fruto da queda das importações. "Não houve mérito significativo das exportações. Se houve um aumento em maio em relação a abril, houve uma queda em relação ao mês de maio do ano passado", afirmou o empresário. "Não houve a evolução desejada por conta dos fatores que continuam inalterados", disse, citando a falta de crédito como o fundamental, para que o setor volte a exportar.


