Exportações ganham ânimo
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sexta-feira, 23 de maio de 1997
Antônio França 
O comércio exportador de Foz do Iguaçu reagiu pela primeira vez após o Plano Real e teve os negócios ampliados em 30% nos quatro primeiros meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O Paraguai foi o principal importador de mercadorias brasileiras através da Estação Aduaneira de Fronteira (EAF). Porém, ainda não conseguiu recuperar o movimento de R$ 1,2 bilhão negociados por ano no ínicio dos anos 90.
A ampliação nas exportações voltam a animar os comerciantes da Vila Portes, região da Ponte da Amizade, que até 1992 chegavam a fazer negócios de até US$ 1,2 bilhão por ano.
A recuperação total ainda está longe de ser alcançada. Mas, o importante é que essa ampliação nas exportações sejam firmes e que o mercado conquistado não reaja negativamente, afirma Mohamad Barakat, vereador e exportador de armarinhos e produtos de utlidades domésticas em Foz do Iguaçu.
No primeiro semestre de 1994 - ano do Plano Real - as exportações por Foz do Iguaçu ficaram em torno de US$ 560 milhões. Porém, no segundo período do ano - com uma defasagem de quase 30% da moeda americana frente ao real -, os negócios fechados representavam apenas US$ 360 milhões. Com isso, o ano fechou com um déficit de R$ 280 mil.
No ano seguinte, a crise foi ainda maior: foram US$ 450 milhões de dólares em negócios, uma difrença de R$ 750 mil em relação aos anos anteriores ao Plano. Em 96, com a banda cambial, os negócios giraram em torno de US$ 500 milhões.
Os quatro primeiros meses de 97 trouxeram expectativa para as 400 empresas exportadoras da cidade, com um aumento de 30% nos negócios em relação ao mesmo período do ano passado, somando um volume de US$ 240 milhões de janeiro a abril.
No entanto, os exportadores da Vila Portes dizem que esse percentual não representa o aumento real nos negócios em Foz. O que está sendo exportado são mercadorias produzidas em várias partes do País e desembaraçadas em Foz. Não representa aumento nas vendas do comércio exportador da cidade, avalia Ali Osman, diretor de Exportação da Associação Comercial Industrial de Foz do Iguaçu.


