Exportações de frango da Sadia crescem 24%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de outubro de 1999
Por Rosângela Capozoli 
São Paulo, 21 (AE) - O presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que as exportações de frango cresceram 23% em valor e 24% em volume nos primeiros nove meses deste ano, em relação ao mesmo período de 1998. Segundo ele, a meta é passar os US$ 900 milhões neste ano, implicando num aumento de 20%.
"O acumulado dos últimos 12 meses nos aponta para este resultado", afirma. Os três maiores mercados importadores do Brasil são: Oriente Médio, Europa e Extremo Oriente. Perguntado se a Sadia estaria reajustando os preços, Furlan respondeu que, "do couro, se faz a correia", referindo-se aos reajustes dos preços controlados pelo governo, que continuam subindo. Na opinião dele, as leis de mercado devem valer "na alegria e na tristeza, caso contrário, tem de se fazer os reajustes necessários". Furlan ressaltou que o mercado "não é favorável a reajustes de preços e ninguém o fará de forma que não serão aceitos". "O reajuste de preços vai depender da incidência de custos na linha de cada produto." Ele citou como exemplo a alta do preço do milho, que saltou de R$ 9,00 para R$ 12,00, a saca. "Estamos importando o produto, portanto, teremos de repassar custos", afirmou. Quanto à acusação feita pelo Reino Unido que o Brasil estaria usando produtos químicos na criação de frangos, causando danos à saúde, Furlan respondeu que "não existe o menor fundamento". "Os produtos químicos mencionados são proibidos no Brasil; o Ministério da Agricultura apresentará, em breve, às autoridades inglesas, que o Brasil não faz uso desses produtos e que todos abatedouros são inspecionados, inclusive, há dois meses, por veterinários ingleses." Ele entende que trata-se "de um preâmbulo da rodada de negócios que haverá na virada do milênio, de transferências de riquezas de nosso País por causa da depressão de preços e maior oferta, causando uma concorrência desleal. "Os maiores interessados em depreciar nossos produtos são Europa e Estados Unidos".
Cerca de 50% do orçamento da União Européia (UE) é voltado para subsídios agrícolas. "O Brasil está sendo usado como bucha de canhão", finalizou.


