Ribeirão Preto, SP, 24 (AE) - O volume de exportações de calçados em Franca apresentou pela primeira vez em cinco anos um crescimento mensal em relação ao mesmo período do ano anterior. Levantamento feito pelo Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca, divulgado hoje aponta que no mês de maio o volume de exportações aumentou em 23,77% em relação a maio de 98.
Segundo o levantamento, as indústrias de Franca exportaram em maio 385.973 pares, contra 312.846, no mesmo período do ano passado. Com o crescimento, o acumulado no ano de 99 está apenas 0,99% abaixo do registrado entre janeiro e maio de 98, recuperando uma média que vinha se mantendo na casa dos 20% de volume de comercialização menor de ano para ano. Em 99 foram exportados, principalmente para os Estados Unidos, um total de 1,54 milhão de pares contra 1,55 milhão nos primeiros cinco meses de 98.
O valor das vendas, no entanto, teve um crescimento menor em maio, segundo aponta o mesmo levantamento. Foram faturados em maio deste ano US$ 6,78 milhões, contra US$ 5,94 milhões em 98, o que representa um aumento de 14,08%. Segundo o presidente do sindicato, Ivânio Batista, o crescimento menor dos valores faturados em relação ao volume comercializado se deve a uma queda média de 5% no preço do calçado nacional no mercado estrangeiro após a desvalorização.
"O produtor brasileiro, depois da desvalorização cambial, pôde aproveitar uma margem maior de lucros e reduziu o preço do produto no mercado externo, tornando-o mais competitivo", explicou. Segundo Batista, o maior volume de vendas para o mercado externo deverá ser registrado a partir de agosto. "Somente em maio começamos a computar as vendas feitas pós-desvalorização", observou.
Entre janeiro e maio deste ano o volume faturado pelas indústrias de calçados de Franca atingiu a US$ 27,98 milhões contra US$ 29,9 milhões no mesmo período no ano passado, o que representa uma queda total de 6,47%. "A tendência é de que à medida em que as indústrias forem recuperando clientela e espaço no mercado externo, o volume cresça na mesma proporção", disse o diretor do sindicato, Antonio Carlos Coutinho.

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