São Paulo, 12 (AE)- As indústrias brasileiras produtoras de chocolates, balas, confeitos e derivados, superaram as projeções, já no primeiro trimestre: algumas tiveram crescimento de até 30% nas exportações sobre os primeiros três meses do ano anterior. E prometem fechar o ano com uma receita bem mais gorda, uma boa perspectiva para um setor que movimentou US$ 6,2 bilhões em 1998, despejando 731 toneladas de guloseimas nos mercados internos e externos.
Essa indústria gerou US$ 100 bilhões em todo o mundo, em 98, e o Brasil é o 5º principal mercado mundial na produção de chocolates, com 305 mil toneladas e o 2º na fabricação de balas e confeitos, com 426 mil toneladas, perdendo apenas para os Estados Unidos. A Sweet Brazil 99 - 3ª Feira Internacional de Chocolates, Balas confeitos e Derivados, que abre as portas amanhã (13), em São Paulo, promete bons negócios para o setor. "As indústrias estão otimistas", afirma Getúlio Ursulino Netto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Balas e Derivados (Abicab).
Apesar de a entidade não dispor do montante gerado na última Sweet Brazil, no ano passado, Ursulino Netto, baseia o otimismo na ISM - importante feira internacional de alimentos - realizada na Alemanha, em fevereiro último, da qual apenas 12 empresas brasileiras participaram, cuja receita atingiu US$ 8 milhões, o dobro do ano anterior.
Novidades - Dirceu Gilmar Bezzin, diretor geral da Beccin Indústria de Balas Ltda., entre as cinco maiores no ramo de balas e chicletes, investiu RS$ 1 milhão no desenvolvimento de uma bala diet, à base de isolmate, substância extraída da beterraba, que será lançada na feira. O retorno já está garantido. A empresa contabiliza um salto de 15% nas exportações no primeiro trimestre. As vendas externas que em 1998 tinham participação de 10% nos lucros da empresa dobram neste ano", garante. A empresa exporta para o Mercosul, Rússia, China, Espanha, Estados Unidos, Austrália e áfrica. Das 15 marcas que comercializa as mais conhecidas no mercado são a Zazá, Frutomila e Maxbol.
Há 43 anos no mercado, com unidade fabril em Erexim, no Rio Grande do Sul, Bezzin está certo de que levará na pasta vários contratos fechados na Sweet Brazil. As marcas mais conhecidas da Beccin no mercado são a Zazá, Frutomila e Maxbol. Na feira alemã, a Beccin fechou negócios com o mercado asiático e alguns países da América do Norte. "Neste feira pelo menos 400 toneladas serão vendidas, gerando uma receita de pelo menos R$ 1 milhão", garante. A produção da Beccin é de 2,5 mil toneladas/mensais.
Líder na exportação de balas e pirulitos, operando em 52 países, a Simas Industrial, instalada em Natal, com fabricação de 2,5 mil toneladas/mês de balas e pirulitos, registrou um aumento de 30% nas vendas externas no trimestre. "No princípio do ano, a estimativa era de queda entre 10% e 20%", comemora Thiago Simas, diretor superintendente.
Fundada há 47 anos, a Simas começou as exportações há sete anos e 40% dos R$ 40 milhões faturados no ano passado foram provenientes das vendas externas. "A previsão é atingir R$ 50 milhões e ganhar mais mercados na Sweet Brazil", espera Simas. A grande novidade da empresa na feira será a bala sabor morango recheada, com figurinhas da Disney para a criançada colecionar. "Pelo menos 500 toneladas serão vendidas ao longo da feira gerando R$ 1 milhão", calcula. A Simas comercializa 25 marcas entre pirulitos e balas e os mais famosos são Samboll e a bala Simams.
Campeã em vendas de caramelos, a Embaré Indústrias Alimentícias, no mercado desde 1935 estará lançando na ferta vários tipos de sabores do produto, como por exemplo, o caramelo nos sabores natural, morango, limão, maracujá e tangerina. "As exportações deverão saltar de 11% do volume produzido para 20% em 1999", projeta Newton Lima, gerente de marketing.
Entre doce de leite, leite em pó, manteiga e caramelo, a empresa mineira, sediada em Belo Horizonte, produziu no ano passado 20 mil toneladas. A previsão é beirar as 27 mil toneladas neste ano. Estados Unidos, Portugal, Espanha e Mercosul já fecharam negócio com a Embaré. "Vamos aumentar o leque neste feira", garante. O faturamento está estimado em R$ 85 milhões ante os R$ 64 milhões obtidos no ano anterior.
A Chocolates Garoto, líder na exportação de chocolates e entre as três maiores fabricante da América Latina, estará lançando o baton na nova versão em chocolate branco durante a Sweet Brazil. Só o Mercosul consumiu cerca de 43% das 73 mil toneladas produzidas em 1998. As exportações renderam atingiu US$ 27,7 milhões, numa receita bruta de R$ 350 milhões. Klau Gunther Zenning, presidente executivo da Garoto, afirma que pretende aumentar sua receita 25% neste ano e produzir 15% a mais. "A meta é crescer 25% em exportações e 15% no mercado interno", afirma.
Para os próximos cinco anos tem como meta triplicar o seu volume exportado. Até o ano 2002 quer saltar para 30% do volume fabricado.
Feira - A Sweet Brazil começa no próximo dia 13 e vai até o dia 16. A abertura está prevista para às 13 horas no Expo Center Norte (Pavilhão Amarelo), em São Paulo, e vai até às 21 horas, aberta ao público. Com aproximadamente 100 expositores, é uma feira de negócios que tem como objetivo reunir as empresas do Brasil e exterior que fabricam chocolates, balas, gomas de mascar e confeitos, fornecedores de máquinas, equipamentos, embalagens e matéria-prima.

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