Exportações argentinas recuperam-se e sobem 14%
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Ariel Palacios, especial para a AE (assinatura obrigatória) 
Buenos Aires, 11 (AE) - As exportações argentinas iniciaram uma lenta recuperação, e em fevereiro subiram 14% em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a US$ 1,754 bilhão. No segundo mês do ano, as importações aumentaram 3%, totalizando US$ 1,813 bilhão. Segundo o Secretário de Programação Econômica, Miguel Bein, no primeiro bimestre deste ano, as exportações também aumentaram 14% em relação ao mesmo período de 1999. No entanto, nos dois primeiros meses do ano 2000, as importações caíram 1%, em relação ao mesmo período de 1999.
No total, em janeiro e fevereiro as vendas ao exterior totalizaram US$ 3,5 bilhões, enquanto que as importações chegaram a US$ 3,724 bilhões. O déficit da balança comercial foi de US$ 224 milhões, o que indica uma queda de 67% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento das vendas ao exterior causou um suspiro de alívio no Ministério da Economia, que aposta no reaquecimento da economia do país baseada no crescimento das exportações, já que o consumo interno está estancado. Segundo o secretário Bein, o aumento das vendas ao exterior se deve em 5% pelos preços internacionais, e em 10% porque cresceram os volumes de vendas". Bein sustentou que para este ano, o déficit de conta corrente do comércio exterior estaria ao redor de 4% do PIB, ou seja, abaixo dos 4,5% que foram pactuados com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Com o Mercosul, neste primeiro bimestre a Argentina teve um superávit de US$ 145 milhões, ou US$ 43 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado. Segundo Bein, com o Brasil, a Argentina teve um bom começo de ano: em fevereiro, as exportações para seu principal sócio do Mercosul cresceram 39,3%
enquanto que as importações subiram 25,1%. No total do primeiro bimestre, a Argentina vendeu ao Brasil 15% a mais do que no ano passado, enquanto que as importações de produtos brasileiros no mercado argentino subiram 12,6%.
Desta forma, contrariando os alardes de que a Argentina tendia este ano ao déficit com o Brasil, Bein citou fontes brasileiras, e indicou que no primeiro trimestre deste ano, a Argentina teve um superávit de US$ 163 milhões, ou 30% a mais do que no ano passado. O secretário também afirmou que os produtos argentinos não perderam sua penetração no Brasil, e que obtiveram um crescimento de 12% ao ano.


