Buenos Aires, 19 (AE) - O setor exportador argentino está respirando aliviado: as vendas deste país para o Brasil cresceram 26,3% em março, em relação ao mesmo mês do ano passado. Ao longo de 1999 os empresários locais profetizavam uma invasão de produtos brasileiros e um inevitável déficit comercial com o Brasil ainda para o ano passado. No entanto, os índices apresentados pelo Centro de Estudos Bonaerenses (CEB) demonstram que a Argentina teve um superávit de US$ 72 milhões com o Brasil. As importações de produtos provenientes do Brasil também cresceram, mas não se constituiu na "invasão" esperada: aumentaram 5,5% em relação a março do ano passado.
No total, as exportações argentinas ao mercado brasileiro em março foram de US$ 560 milhões. Em fevereiro, as vendas argentinas haviam sido de US$ 509 milhões, e de US$ 427 milhões em janeiro. Desta forma, as exportações deste país ao Brasil foram de US$ 1,49 bilhão no primeiro trimestre, o que indica um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.
As importações de produtos provenientes do Brasil atingiram US$ 488 milhões em março. Em fevereiro, a Argentina comprou do Brasil US$ 458 milhões, e US$ 386 milhões em janeiro. No total, no primeiro trimestre deste ano foram gastos US$ 1,33 bilhão em produtos do Brasil. Esse valor é 12,6% superior ao conseguido no mesmo período do ano passado.
Segundo o CEB, no primeiro bimestre deste ano diversos produtos exportados para o Brasil tiveram aumentos significativos em suas vendas: o petróleo cru cresceu 198,6%, enquanto que a gasolina aumentou 196,1%. As fibras têxteis sintéticas subiram suas vendas em 110,3%, e o leite e o creme de leite concentrada, 49%. O milho aumentou 46%, e os veículos de carga, 17,4%.
Houve quedas nas vendas de veículos de passageiros (redução de 53,6%) e de trigo (diminuição de 9,2%).

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