Exportação de cosméticos pode crescer 35% este ano
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quinta-feira, 09 de setembro de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 10 (AE) - As exportações brasileiras de produtos cosméticos, perfumaria e higiene pessoal devem crescer este ano cerca de 35% sobre o ano passado em função da desvalorização cambial. Entre janeiro a julho deste ano, as vendas ao mercado externo foram 32,5% maiores que no mesmo período de 1998. Por outro lado, as importações, que representaram US$ 250 milhões no ano passado, devem cair entre 40% e 45%. "Cerca de R$ 1 bilhão deixará de ser gasto com produtos estrangeiros e passará a ser empregado em artigos nacionais", previu o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), João Carlos Basílio da Silva, durante a abertura, hoje, da 10ª Cosmoprof Cosmética, segundo maior evento mundial do setor.
A feira, que conta com expositores de 20 países, deve receber 80 mil pessoas até domingo no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A expectativa da entidade é de que a produção total da indústria tenha um crescimento de 8% sobre o ano passado, quando o faturamento foi de US$ 5,8 bilhões. O Brasil é hoje o quinto maior produtor mundial de cosméticos, mas segundo a ABIHPEC, pode subir duas posições caso o governo reduza a carga tributária incidente sobre o setor. O Brasil é um dos países com alíquotas mais altas, entre 34% e 96%, enquanto na Argentina as taxas são de 21% e nos EUA, de 0 a 8%.
Segundo estudo realizado pela entidade, caso seja aceita a proposta enviada ao governo - de redução de 50% nas alíquotas de impostos federais e de 30% sobre a maior alíquota do ICMS - os preços dos produtos poderão cair até 30%, o que, na opinião de Basílio, estimularia o consumo e abriria novas oportunidades de trabalho. Atualmente, o setor gera 40 mil empregos diretos, 16 mil em franquias, 900 mil em vendas diretas e 700 mil em serviços (cabelereiras, barbeiros, clínicas estéticas etc).


