Exportação de carne de frango cresce 20,89% no semestre
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segunda-feira, 02 de agosto de 1999
Por Eduardo Magossi 
São Paulo, 3 (AE) - As exportações brasileiras de carne de frango atingiram, no primeiro semestre de 1999, 350,153 mil toneladas, um volume 20,89% maior em relação às 289,643 mil toneladas verificadas em igual período de 1998. A informação é da Associação Paulista de Avicultura (Apa).
Segundo José Carlos Teixeira da Silva, superintendente da Apa, o aumento das exportações foi resultado da desvalorização do real ante o dólar e do comportamento mais agressivo do setor avícola nacional na busca de novos mercados. "Na busca de novos mercados, acabamos por desenvolver novos produtos e novos cortes que agradaram o consumidor internacional", disse.
Em volume financeiro, as exportações geraram, no primeiro semestre, US$ 421,133 milhões, superior em 22,7% os US$ 342,960 milhões registrados em igual período de 1998. Segundo Teixeira, a meta para 1999 é de exportação de 700 mil toneladas, gerando US$ 850 mi lhões.
O superintendente disse também que o alojamento de matrizes de corte registrou, no primeiro semestre, um crescimento de 26,9% atingindo 14,3 milhões de animais ante 11,3 milhões em igual período de 1998. A produção de pintos de corte aumentou 13% no período, passando de 1.362,6 milhões no primeiro semestre de 1998 para 1.539,6 milhões no mesmo período de 1999.
Teixeira disse também que a produção de carne de frango atingiu, no período, 2,5 milhões de toneladas, 15% maior que as 2,16 milhões de toneladas verificadas no primeiro semestre de 1998. Segundo ele, o aumento da oferta de carne fez, contudo, os preços ao consumidor recuar em um período em que os custos subiram.
Segundo ele, o custo médio por quilo no primeiro semestre de 1999 foi de R$ 0,74, 5,7% maior que os R$ 0,70 verificados no mesmo período de 1998. Já o preço do frango vivo caiu 6,4% no período, de R$ 0,78 a R$ 0,73 o quilo, fazendo com que o produtor registrasse prejuízos em 1999. O preço do quilo do frango abatido e resfriado também caiu 8,7% no período, de R$ 1,15 para R$ 1,05.


