A 63ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina chegou ao fim neste domingo (13) com um grande movimento de público. Desde o início da tarde, era intenso o fluxo de visitantes em todos os espaços do Parque Ney Braga Eventos, na zona oeste. Os números oficiais, como número de visitantes e negócios realizados na ExpoLondrina, só devem ser divulgados no final de abril, mas o direção da SRP (Sociedade Rural do Paraná), organizadora do evento, já afirma que os resultados deste ano superaram os de 2024.

“A gente está muito satisfeito porque alcançamos o objetivo. Trouxemos muitas novidades, tivemos o retorno do público com recordes, praticamente, todos os dias, de pessoas aqui dentro do parque. Acredito que aumentou em quase 50%, o número de público sobre 2024”, calculou o presidente da SRP, Marcelo Janene El-Kadre. “Temos a sensação de missão cumprida e objetivo alcançado.”

Além da Expo Promo, com redução do preço dos ingressos para entrada no parque na segunda, terça e quarta-feira, El-Kadre considerou bastante acertada também a decisão dos organizadores de subsidiar os preços das bebidas, dobrando a margem de lucro dos vendedores. “Possibilitou que tivessem um preço melhor, mais acessível, e assim o público consumiu mais”, avaliou El-Kadre.

O presidente da SRP citou ainda a parte de atendimento social, com a presença do HU (Hospital Universitário) e da Secretaria Municipal de Saúde, com postos de vacinação, as melhorias que foram feitas em estruturas que costumam atrair muitos visitantes, como o Museu da SRP e o aquário, a Smart Farm e o Smart Agro, evento de inovação e tecnologia que neste ano foi remodelado. “Um ponto importantíssimo são as palestras, cursos e seminários. Foram mais de 80, todos lotados, com temas diversificados, como o seminário do algodão, produto do qual há tempos não se falava.”

'COLHER BONS FRUTOS'

No ano passado, a feira movimentou R$ 1,320 bilhão em negócios e pelos portões do parque de exposições passaram 455 mil pessoas.

Se as expectativas dos expositores se confirmarem, na edição deste ano o balanço deve trazer resultados ainda melhores.

A Metronorte, revendedora dos veículos da GM, montou um estande na feira com a expectativa de crescimento de 10% a 15% sobre o volume de vendas realizado no ano anterior. Mas o movimento foi tão bom que neste domingo, o diretor comercial da empresa, Waldir Rezende, já falava em aumento de cerca de 20%. “Em relação ao ano passado, a gente está otimista em superar em até 20%. É uma expectativa que a gente tem mediante os primeiros dias da exposição. Mas nesses três últimos dias, inclusive hoje, acho que vamos conseguir fazer, sim, esse crescimento”, comemorou.

Considerando o período de até 60 dias pós-feira, a expectativa de Rezende é de “colher muitos bons frutos”. “A ExpoLondrina, por tradição, é um espaço de bons negócios. Muitos clientes esperam a exposição para fazer negócios, mesmo você oferecendo as mesmas vantagens antes. O que atrai são preço e juros. Apesar dos juros altos, hoje existe muito financiamento subsidiado até com taxa zero, isso ajuda e favorece bastante a negociação.”

Imagem ilustrativa da imagem ExpoLondrina termina e expositores estimam alta de 20% nas vendas
| Foto: Fernando Cremonez/SRP

PUBLICO RECEPTIVO

A Expo Sabores, um espaço bastante visitado por propiciar ao público experiências gastronômicas, reuniu neste ano 40 expositores. Eles levaram para a feira a produção de pequenas propriedades rurais da região. Entre eles, estava Rafaela Molter Correa Brazão, que junto com o marido administra a empresa Bio Conservas.

A empresa de fungicultura criada na Fazenda Nata, no Limoeiro (zona leste de Londrina), existe há três anos e este é o primeiro em que o casal participa da ExpoLondrina. Os resultados deixaram Brazão animada. O cogumelo shitake defumado à lenha e o antepasto de shimeji fizeram sucesso.

A empresária esperava vender todo o estoque produzido especialmente para a ExpoLondrina até o final deste domingo e também ficou muito satisfeita como os contatos feitos no evento dos quais deverão surgir novos parceiros e novos pontos de venda. “Foram excelentes, os resultados. É um produto novo, que não tem no mercado. O público foi bastante receptivo e fizemos muitos contatos para abrir novos pontos de venda, estabelecer parcerias e divulgar nossos produtos.”

“A Expo Sabores é meu lugar preferido aqui na feira. Venho todos os anos. Tem muitas novidades, eles fazem degustação, e sempre levo bons produtos para casa. Hoje, estou levando queijo, mel e um creme de café que achei bem diferente. Já virei consumidora assídua de produtos que conheci aqui”, contou a servidora pública Sueli Oyama.

Todos os anos, Fábio Marcelo Fornari vem do interior de São Paulo para expor calçados e bolsas de couro. Neste ano, o número de vendas na ExpoLondrina surpreendeu o comerciante. “Foi bem melhor. O movimento de público e as vendas, foram bem maiores. Acho que vendi uns 15% a 20% a mais do que no ano passado. Meus produtos são bem populares, têm preços mais acessíveis. O pessoal está gastando, em média, de R$ 70 a R$ 100. Estou bem contente com as vendas, embora hoje (domingo) esteja mais fraco do que ontem (sábado)”, contou.

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. | Foto: GustavoCarneiro/SRP

ALIMENTAÇÃO

Nas barracas de alimentação espalhadas por vários pontos do parque de exposições, o movimento era intenso na tarde deste domingo. Churros, batata frita, sanduíches, churrasco, pastel, sorvete… Ninguém ficou sem vender.

“A gente participa todos os anos, mas neste ano me surpreendeu. Foi muito melhor do que no ano passado e hoje (domingo) vai dar um dia bom igual ontem. Ontem (sábado), foi o melhor dia da feira até agora, estou bem feliz com os resultados”, disse o vendedor de chope, Francisco Carlos.

As irmãs Thainara e Thamires Gomes dos Santos visitaram a ExpoLondrina neste domingo pela primeira vez neste ano. Para os filhos delas, entre três e seis anos de idade, a grande atração são os animais e os brinquedos do parque. Para elas, o maior atrativo é a praça de alimentação. “É impossível sair daqui sem comer pelo menos um doce e um salgado. Eu e minha Irmã frequentamos a ExpoLondrina desde criança e, para nós, as barracas de alimentação sempre foram uma perdição. Exposição tem cheiro de churrasquinho, batata frita e churros. E na saída, tem que levar uma maçã do amor”, disse Thamires.

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