Rio - Várias explosões provocaram labaredas de até 20 metros de altura durante o incêndio que destruiu a Estação Comandante Ferraz, na madrugada de sábado. As explosões deslocaram grandes massas de ar, mas fizeram pouco barulho, o que intrigou os pesquisadores e funcionários civis da Marinha que acompanhavam à distância a tentativa dos militares de conter as chamas.
Os tanques que armazenavam milhares de litro de gasoil artic, óleo anticongelante produzido pela Petrobrás para uso na base científica e militar brasileira na Antártida, não chegaram a ser atingidos pelo fogo, que começou, na análise inicial dos militares, em um dos quatro geradores de energia da praça de máquinas. Se o incêndio alcançasse os tanques, as explosões seriam ainda mais intensas e não haveria sobreviventes, avaliaram os pesquisadores nas conversas mantidas nos dois últimos dias.
O alarme sobre o incêndio na Estação Comandante Ferraz foi dado por gritos de ''fogo''. O alarme não soou, não se sabe por qual razão. O chefe da base, capitão-de-fragata Fernando Tadeu Coimbra, conversava com cientistas em um dos ambientes quando os gritos começaram. A estação foi esvaziada imediatamente. Poucos dos que estavam nos alojamentos ainda conseguiram salvar dinheiro, documentos e celulares. Com a roupa que vestiam, alguns calçados apenas com chinelos, correram para fora da estação, onde a temperatura girava em torno de 5 graus negativos.
O grupo se refugiou em dois módulos isolados, um de meteorologia e outra de química. Neles, por rádio, acompanharam aterrorizadas as mensagens trocadas pelos militares empenhados em combater o incêndio.
Desembarque
Quatro das cinco pesquisadoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) chegaram na manhã de ontem no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Nádia Sabchuk, Maria Rosa Pedreiro, Priscila Krebsbash e Cintia Machado, no entanto, não quiseram conversar com a imprensa. As três primeiras são mestrandas e a última é doutoranda, todas do departamento de Biologia Celular da instituição.
A quinta pesquisadora, Terezinha Absher, chegou num voo no período da tarde. Elas estavam na Estação Comandante Ferraz atinginda por um incêndio na madrugada de sábado, que matou dois militares. A assessoria da UFPR informou ontem que uma coletiva está marcada para às 14h30 de hoje na reitoria da instituição.
Após o incêndio, todas foram trazidas para o Rio de Janeiro por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que saiu de Punta Arenas, no Chile, na tarde de domingo. Outros brasileiros também foram resgatados.(Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Explosões provocaram labaredas de até 20 metros em base
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