Albari RosaOperários do DNER explodiram ontem os blocos que impediam a passagem de Curitiba a Adrianópolis

Cerca de 100 toneladas de pedras foram dinamitadas por três explosões consecutivas, ontem pela manhã, na BR-476, entre Tunas do Paraná e Adrianópolis, livrando o segundo do isolamento. A rodovia, que não possui asfalto em mais de 90 quilômetros, estava obstruída desde quarta-feira pela queda de barreiras causada pelas fortes chuvas.
O motorista Jesiel da Rocha Leite, da empresa Curitiba Cerro Azul - a única que faz a ligação entre Curitiba e o Adrianópolis - ficou 36 horas parado na estrada, aguardando a liberação do trecho. ‘‘Meus passageiros seguiram a pé para Adrianópolis, a 23 quilômetros daqui’’, contou ontem. Entre os passageiros havia uma mulher grávida de oito meses e várias crianças.
O único passageiro que ficou no ônibus foi o garoto Thiago Felipe Antomacomi, de 11 anos. ‘‘Eu e meu pai estávamos indo para Adrianópolis e ele resolveu continuar a viagem a pé. Eu preferi ficar aqui e esperar’’, disse. ‘‘Não senti medo’’.
O operário Washington Rosa Santos também ficou mais de 30 horas no local. Ele e a família estavam voltando de viagem de férias, em Curitiba, quando foram barrados pelas pedras no caminho. Eles moram no município paulista de Apiaí, a 33 quilômetros de Adrianópolis. ‘‘Minha mulher e minhas duas filhas seguiram a pé e eu fiquei tomando conta do carro’’, relatou.

mockup