Explosivo é principal alvo de megaoperação
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terça-feira, 07 de agosto de 2012
Reportagem Local 
Londrina - A necessidade de intensificar a fiscalização do comércio de produtos explosivos transformou-se num dos principais focos da Operação Ágata 5, deflagrada na segunda-feira pelo Ministério da Defesa (MD), na fronteira com Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia. O setor de inteligência do Exército Brasileiro identificou, pelo menos, seis locais que podem estar fornecendo o material para quadrilhas que roubam caixas eletrônicos na região Sul do país. A maior apreensão até agora aconteceu em uma pedreira nas imediações de Rondonópolis (MT). Foram encontrados 11,5 toneladas de explosivos em situação irregular, armazenados em um caminhão. Em outras duas apreensões na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina, mais 150 quilos foram encontrados.
Ação decorrente do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado em junho de 2011, a Operação Ágata é realizada sob a coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, com participação da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, oito ministérios e 20 agências reguladoras e entidades federais, estaduais e municipais.
Cerca de 10 mil militares e civis estão atuando na repressão e fiscalização de crimes transfronteiriços, numa área de quase 3,9 mil quilômetros, que abrange desde o Chuí (RS) até o distrito de Acorizal, município de Corumbá (MS). Hoje, o ministro da Defesa, Celso Amorim, visita diferentes pontos da região coberta pela Ágata, para acompanhar o desenrolar das atividades militares.
Além da questão dos produtos explosivos, a força-tarefa atua no bloqueio de rodovias, patrulhamento de rios e riachos e vistorias de aeródromos. O objetivo é combater o narcotráfico, o tráfico de armas, o contrabando de animais e de produtos importados.
A operação deve ser concluída ainda em agosto. Em seguida, conforme o Plano Estratégico de Fronteiras, o Ministério da Justiça entra com a Operação Sentinela, que também tem por finalidade o combate aos crimes nas fronteiras.
Maringá
Aeronaves de caça, transporte e asas rotativas da Força Aérea Brasileira estão em Maringá para a operação. Foi montada uma estrutura de base aérea na cidade, com 26 barracas de apoio, onde estão alojados cerca de 100 militares. A partir de Maringá, a Força Aérea realiza missões de reconhecimento, defesa aérea e transporte.
Armados de fuzil, vestindo uniforme de campanha, com coletes balísticos e capacetes, militares da Infantaria da Força Aérea realizaram treinamento ontem para abordagem de aviões que possam ser interceptados e forçados a pousar durante a operação. Além de Maringá, aeronaves da Força Aérea também vão operar em Campo Grande (MS), Dourados (MS), Canoas (RS), Santa Maria (RS) e Santa Rosa (RS).
Em Foz do Iguaçu, o 1º e 2º Batalhões de Aviação do Exército e o 34º Batalhão de Infantaria Motorizado (34º BIMtz) realizaram ações de patrulhamento aéreo e de bloqueio e controle de estradas nas principais vias de acesso na fronteira com o Paraguai.
No patrulhamento aéreo foi empregada uma aeronave Esquilo, equipada com ''olho da águia'', dispositivo que permite o acompanhamento da operação em tempo real pelo Estado-Maior da 15 Brigada de Infantaria Motorizada, responsável pelo Comando da Operação na região.
Para as ações de bloqueio e controle de estradas, um pelotão do 34º BIMtz realizou um deslocamento aeromóvel numa aeronave Cougar e bloqueou as principais vias de acesso ao longo do Lago Itaipu.


