Explosão ocorreria assim que pacote fosse aberto
As duas bombas desarmadas pela polícia paulista nos últimos dois dias eram iguais e deveriam explodir assim que os destinatários abrissem os pacotes. A avaliação preliminar é do capitão Diógenes Viegas Dalle Lucca, comandante do Gate. Encontramos todos os elementos de uma carta-bomba nessas encomendas, disse ele.
O dispositivo consistia em tubos de plástico, recheados com pólvora negra - do mesmo tipo de rojões -, além de uma fonte alimentadora (pilhas e fios) e um sistema de iniciação, responsável pela detonação. O efeito deveria ser semelhante ao de uma granada de mão.
A polícia ainda investiga como funcionaria o dispositivo de iniciação - como é que se daria a detonação ao abrir o pacote. Em tese, a carta-bomba é feita para resistir ao manuseio do correio, afirmou.
A bomba encontrada ontem foi enviada para perícia no Instituto de Criminalística. A intenção é descobrir impressões digitais no pacote que chegou pelo correio ao alvo do atentado.
O laudo do Gate sobre os dispositivos deverá estar pronto no início da próxima semana. As duas bombas apreendidas em São Paulo tinham mecanismo simples, segundo o Gate.
A Polícia Militar atende, em média, 20 ameaças de bomba por mês em São Paulo. Desse número, em 12 são encontrados artefatos semelhantes a bombas - 60% das ocorrências. Em seis desses casos, o artefato é verdadeiro.
Campanha Skinheads de São Paulo, autodenominados raça pura (arianos), anunciaram que iniciarão uma campanha de ações contra homossexuais, negros, indígenas e defensores dos direitos humanos. Vamos destruir todos os desviados, negros e nordestinos, diz a carta enviada a políticos e defensores de direitos humanos, anunciando ações contra essas minorias a partir de hoje, dia em que se comemora a Independência do Brasil. (Das Agências)





