Explosão fere três em Paranaguá
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Três dos seis cilindros de gás, cada um com aproximadamente 2 mil kg da empresa Romani Indústria e Comércio de Sal, com sede em Paranaguá, explodiram por volta das 15 horas de ontem. Segundo informações do Corpo de Bombeiros da cidade, três funcionários tiveram ferimentos graves. A empresa fica a 600 metros do Porto de Paranaguá. No começo da noite de ontem, o fogo estava controlado e não havia risco de ocorrerem novas explosões.
A área foi isolada pelos bombeiros. Cerca de 50 famílias tiveram que deixar as casas e quatro residências foram destruídas. Um armazém de cereais, vizinho ao local, foi parcialmente destruído com a explosão. A Polícia Civil vai abrir inquérito policial para investigar as causas das explosões. Todo o efetivo do Corpo de Bombeiros do Litoral e viaturas de Curitiba foram mobilizados para atender o acidente.
Segundo informações da assessoria de imprensa do Porto de Paranaguá, os tanques são usados no processo de secagem do sal. O diretor-presidente da empresa, Emílio Romani Fineschi, disse à assessoria de imprensa do porto que o acidente ocorreu quando a empresa terceirizada fornecedora de gás - Ultragás - estava reabastecendo um dos tanques. Ainda de acordo com ele, essa operação faz parte da rotina da empresa e nunca antes houve qualquer tipo de problema.
Fineschi afirmou que ontem ainda não era possível dimensionar os danos à refinaria, mas acreditava que a produção não seria afetada. A FOLHA tentou falar com ele na matriz da companhia em Curitiba mas, como estava a caminho de Paranaguá não pode atender a ligação.
Os feridos foram encaminhados para o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá. De acordo com a assistente social do hospital, Rosaly Costa, o funcionário da Ultragás, José Pereira dos Santos, e o da empresa M. Martins, José Aparecido Marreiro, tiveram 60% do corpo queimado e estavam sedados na UTI do hospital.
Marcos Antonio Soares, funcionário da empresa Romani, foi o menos atingido. Ele sofreu queimaduras leves de segundo grau. No início da noite de ontem, os três aguardavam vagas para serem transferidos para o Hospital Evangélico, em Curitiba.
A empresa Romani, que tem o nome comercial de Sal Diana, é a maior empresa refinadora de sal do Sul do Brasil e está há quase 50 anos instalada em Paranaguá. A empresa consome 18 mil toneladas de sal por mês e gera 250 empregos diretos em Paranaguá. A maior parte do produto vem em estado bruto do Chile e o restante do Rio Grande do Norte. Na refinaria, ele é beneficiado e enviado, pronto para o consumo, para o mercado interno. No ano passado, foram movimentadas 220 mil toneladas de sal. A meta para este ano é aumentar para 250 mil toneladas.
No dia 1º de agosto, uma revenda da Liquigás explodiu no bairro Mercês em Curitiba. O local armazenava mil botijões mas tinha permissão para apenas 40. Além disso, apresentava outras irregularidades. Ninguém ficou ferido.


