Lauro Muller (SC)- Uma explosão de origem ainda desconhecida, ocorrida por volta das 3 horas da madrugada de ontem, na mina de carvão mineral explorada pela empresa Carbonífera Catarinense, no município de Lauro Muller, a 205 quilômetros de Florianópolis, matou dois mineiros, provocou ferimentos graves em um e leves em outros 24 que trabalhavam no local. Os corpos do operador de máquinas Lorenir Hoffmann e do mecânico Genivaldo da Silva, ambos com 34 anos, foram localizados a quase cinco quilômetros da ''boca'' da mina, 10 horas depois do acidente.
Uma perícia com técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM/SC), da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do Ministério do Trabalho será feita hoje para apontar as possíveis causas do acidente. A explosão ocorreu a quatro quilômetros e meio da entrada da mina, que tem uma extensão de cerca de seis quilômetros. No momento, trabalhavam no local 27 mineiros, 25 deles em uma área mais distante de onde ocorreu a explosão. As mortes, segundo os bombeiros que atenderam a ocorrência, foram decorrentes, provavelmente, por asfixia, uma vez que com a implosão o sistema de ventilação e os tapumes responsáveis pela sustentação dos canos que transportam o ar sofreram rupturas. Outra versão, não oficial, informava que o impacto da explosão foi fatal para os dois mineiros, já que os corpos foram encontrados praticamente sem escoriações e em um local aberto - na oficina de máquinas.
''Foi enorme a dificuldade para chegar ao local. A formação de gases tóxicos, a fumaça e a visibilidade praticamente nula dificultaram muito o resgate dos corpos'', comentou o capitão do Corpo de Bombeiros Marcos Aurélio Barcelos.
Segundo o oficial, não houve ruptura das galerias ou colapso do teto e das paredes. ''A estrutura da mina ficou intacta'', acrescentou. A mina Novo Horizonte, segundo a assessoria de imprensa do Sindicato das Indústrias de Extração de Carvão de Santa Catarina, foi a primeira no Brasil a receber certificação ISSO 14000 de normas ambientais e de segurança. Há cerca de dois anos, ela virou notícia por causa de outra explosão que atingiu dois mineiros, sendo que um deles, apelidado de ''Falamansa'', ficou tetraplégico. A Novo Horizonte funciona há oito anos.

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