San Pa Thong, Tailândia, 20 (AE-AP) - Três pessoas foram detidas hoje (20) em conexão com as fortes explosões em uma fábrica de processamentos de frutas que deixou pelo menos 30 mortos e 120 feridos ontem na Tailândia.
Os detidos são um executivo, o gerente e um cozinheiro da fábrica, localizada a 20 quilômetros ao sul de Ching Mai, no norte tailandês. Os suspeitos estão detidos em um hospital local.
O gerente foi detido sob acusação de armazenar uma grande quantia de uma substância química proibida que a polícia acredita possa ter causado as explosões de domingo. Segundo investigadores, a participação do executivo e do cozinheiro também está sendo investigada.
O número de vítimas do acidente ainda permanece incerto devido à devastação absoluta. Segundo o chefe da polícia, tenente-general Aram Chanpen, foram encontrados até agora 28 corpos no local de fábrica. Mas cerca de 50 pessoas estão procurando por parentes desaparecidos.
As explosões foram tão violentas que pessoas que se encontravam a dois quilômetros da fábrica ouviram os estrondos, que danificaram dezenas de casas.
As emissoras de televisão locais primeiramente informaram que havia no local 10 toneladas de nitrato de amônia, uma substância químicas usada como fertilizante e também em alguns explosivos.
Mais tarde, a ITV afirmou que foi encontrada na fábrica boa quantidade de cloreto de potássio, também usado na fabricação de explosivos. A substância não costuma ser aplicada como fertilizante, mas fazendeiros da região revelaram que a mesma acelera o crescimento das frutas.
Ontem, a polícia já havia detido o dono da fábrica, Chankaew Panyoyai, sob acusação de importar nitrato de amônia sem autorização do ministério da Defesa.
Uma mulher, Buakhan Boonma, estava desesperada. Ela perdeu o único filho, Deaw, de 22 anos, na explosão. Ela contou que ele fora trabalhar no domingo porque receberia o dobro. "Isso não pode ter acontecido com meu filho. Não acredito", reagiu.
A explosão abriu uma cratera de 15 metros de diâmetro no centro da fábrica. Prédios vizinhos, incluindo um hospital e um templo budista, foram danificados.
"Moro a dois quilômetros da fábrica e, quando ouvi a explosão, as janelas da minha casa se partiram", contou uma testemunha, Somkuan Chitman. A fábrica se destinava ao processo de desidratação e empacotamento de frutas.
Seu proprietário não pagava seguro de vida para os funcionários e o governo decidiu dar uma ajuda às famílias das vítimas, variando entre o equivalente a 308 e 641 dólares, levando-se em conta o número de dependentes.

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