Explosão em fábrica clandestina mata estudante
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 29 de agosto de 2000
Agência Estado De Salvador 
Uma estudante morreu e nove pessoas ficaram feridas anteontem à tarde em uma explosão de gás em uma fábrica clandestina de pamonha perto do centro de Salvador. Ontem à tarde dois dos feridos continuavam internados. A explosão provocou o desabamento de parte da casa de dois pavimentos. A estudante Taíse Ferreira dos Santos, que passava do lado da casa morreu.
A explosão aconteceu quando, orientado pelo dono da fabriqueta, Lúcio Ferreira Leal, o vendedor de pamonha Itamar Souza transferia, com uma mangueira de plástico, gás de cozinha de um botijão de 13 quilos para outros menores, de 2 quilos. Os pequenos botijões são usados nos carrinhos ambulantes para esquentar um caldeirão de milho cozido. Nesse carrinhos são vendidos pamonha, milho e amendoim cozidos.
Segundo um outro vendedor da fábrica, Antônio de Santana, o objetivo da transferência do gás entre os botijões era economizar, pois o de 13 quilos é mais barato do que seis de 2.
Soldados do Corpo de Bombeiros encontraram 15 botijões de gás estocados na casa, quando o máximo permitido é três.


