Explosão em bueiro fere funcionário da Telefônica
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 1999
Por Jobson Lemos, especial para a AE 
São Paulo, 10 (AE) - Um funcionário da Telefônica ficou gravemente ferido depois de uma explosão no bueiro em que trabalhava, hoje pela manhã, na Rua Ibitirama, na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Moradores reclamam do forte cheiro de gasolina exalado desde novembro. "Tenho náuseas", disse o cabeleireiro Veraldo Miranda, de 47 anos, que trabalha em frente do local.
Depois do acidente, técnicos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) fizeram medições nos dois bueiros em frente do número 646. Constataram que havia 100% de explosividade por causa do acúmulo de vapores inflamáveis. "Esse é o índice a partir do qual há risco de explosão", disse o químico da Cetesb, Edson Haddad. "Por prudência, não se trabalha quando for maior que 50%".
Ontem, um técnico da Engeset - empresa que presta serviços para a Telefônica - mediu 70% de explosividade, mas, de acordo com os funcionários da Telefônica no local, essa informação não foi passada. Hoje, não mediram o risco e o soldador Juvenal Maia dos Santos, de 33 anos, entrou no buraco com um maçarico. Saiu de lá em chamas, puxado pelos companheiros. Foi levado ao Hospital das Clínicas com queimaduras.
Em novembro, um posto de gasolina da região teve tanques lacrados por causa de vazamento de gasolina e diesel. Na semana passada, técnicos da Cetesb e da Telefônica fizeram medições no local e nada constataram. Ainda assim, a Assessoria de Imprensa da Telefônica informou que os funcionários são orientados a fazer medições a cada trabalho.


