Brasília - Três membros da comunidade acadêmica e um representante das famílias das vítimas do acidente com o Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) participarão das investigações para determinar as causas do acidente que matou, há oito dias, 21 técnicos do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) na base de Alcântara. O acidente teria causado prejuízos da ordem de R$ 100 milhões, informou ontem o governo.
Hoje a comissão é composta por oito membros, ligados ao CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e ao IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço). Com as mudanças, ela passará a ter 12 integrantes. A decisão foi tomada, de acordo com o ministro da Defesa, José Viegas, ''com o objetivo de materializar a total transparência com que se está conduzindo o episódio''.
Viegas disse que a substituição no comando das investigações do acidente a troca do coronel-aviador Antonio Carlos Cerri, envolvido no projeto, pelo brigadeiro-do-ar Marco Antônio Couto do Nascimento teve por meta dar mais ''distanciamento emocional'' às investigações. Segundo o ministro, Couto do Nascimento ''não tem envolvimento direto com o projeto do VLS, o que lhe dá um certo distanciamento emocional''.
O ministro informou também que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal vão participar do IPM (Inquérito Policial Militar) que vai apurar de quem foi a responsabilidade pelo acidente.
O governo decidiu enviar projeto ao Congresso estabelecendo em R$ 100 mil o valor da indenização a ser paga a cada uma das famílias das 21 vítimas do acidente. O governo vai também dar bolsas de estudo para os filhos dos técnicos mortos no acidente até o final do curso universitário. Além da indenização e da bolsa, as famílias terão direito às pensões normais, previstas em lei.
Viegas, que fez a estimativa do prejuízo ontem, disse que espera ter, em 2004, mais recursos do que teve este ano. Ou seja, mais de R$ 33 milhões. Viegas disse que a meta ''do coração'' do governo, para tentar novamente lançar o VLS, é o ano de 2006.
O ministro ressaltou, no entanto, que essa meta ''do coração'' estava sendo feita ainda sem informações a respeito da quantidade de recursos que o governo terá disponíveis para investir no programa espacial.

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