Pequim, 25 (AE-AP) - Uma pessoa morreu e pelo menos 50 ficaram feridas - 30 das quais, gravemente - em consequência de uma explosão ocorrida quinta-feira (24) no interior de um ônibus que circulava na cidade de Chengdu, capital da Província de Sichuan, centro da China, segundo um funcionário do governo chinês.
O mesmo porta-voz informou que as causas da explosão ainda estão sendo investigadas. Oficialmente, as autoridades chinesas não admitiram que a explosão tivesse sido causada por um atentado nem deram detalhes sobre a explosão, mas grupos de direitos humanos não têm dúvida de que se tratou de um ataque.
De acordo com o Centro de Informação de Direitos Humanos e Movimento Democrático da China, que tem sede em Hong Kong, os principais suspeitos do atentado são os membros da minoria étnica uigur - que têm origem turca, são muçulmanos e lutam pela independência da região de Xinjiang, no noroeste da China. Milhares de uigures vivem e trabalham em Chengdu.
Eles podem ter promovido o ataque ou dado apoio a algum comando terrorista uigur procedente de Xinjiang para que explodisse o ônibus.
Ainda segundo o centro, pouco depois da explosão, que destroçou completamente o ônibus, mais de 200 policiais foram enviados a Chengdu. Ali, as autoridades encontraram traços de explosivos capazes de sustentar a teoria de que houve um atentado.

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