Explosão de navio reduz movimento no Litoral
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sexta-feira, 07 de janeiro de 2005
Folhapress 
Curitiba- A dentista de Campinas Mariângela Franco, 45, fez uma única queixa ontem à tarde, depois de fazer uma longa caminhada e tomar sol com as duas filhas adolescentes pela ilha do Mel, principal ponto turístico do litoral do Paraná: o sistema de seu cartão de crédito estava fora do ar e ela teve de pendurar a conta no restaurante. ''A ilha é um sossego só, lugar muito calmo, com praias limpas, sol e muito calor.''
Franco e as filhas fazem parte de um limitado número de turistas que checou as condições da ilha antes de cancelar as reservas nas pousadas após a explosão do navio VicuÀa, em 15 de novembro, no porto de Paranaguá.
O acidente do navio infestou a baía de óleo combustível e fez cair para próximo de 1.500 o número de veranistas que passaram o Réveillon na ilha, quando o limite imposto pelo órgão ambiental estadual é 5.000. Lotadas nesta época em outros anos, as pousadas estão com uma capacidade ociosa de 20% a 40%, segundo proprietários consultados. Os restaurantes sofrem menos.
''(O movimento) já esteve pior, mas está melhorando'', diz o barman João Rodrigues dos Santos, de um restaurante na praia de Encantadas.
Proprietário da pousada ''Estrela do Mar'', em Encantadas, Gilberto Espinosa disse que os moradores tentam um acordo com os responsáveis pelo acidente para compensar a ilha do prejuízo. ''Uma campanha de divulgação nacional daqui, por exemplo''. Ele afirma que sua pousada está com 30% da capacidade ociosa. Na praia do Farol, a pousada ''Maresias'' só abriga quatro casais, mas pode atender a até 30 pessoas.


