Curitiba - Uma adolescente de 16 anos, que teve 70% do corpo queimado vítima da explosão de um narguilé no último sábado, em Foz do Iguaçu (Oeste), segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico de Curitiba. Ela foi transferida para Curitiba na noite de domingo.
O último boletim da instituição informou que ela teve queimaduras na face e vias respiratórias, estava ontem sob sedação, com quadro de extrema gravidade e prognóstico instável. O acidente aconteceu em uma casa do bairro Jardim Maracanã, na Área Central de Foz, onde um grupo de amigos e familiares fazia uso do narguilé. A suspeita do Corpo de Bombeiros é de que as queimaduras tenham sido provocadas quando o grupo tentava acender o equipamento fazendo uso de álcool de cozinha.
Mônica Ferracioli, titular do Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vítimas de Crime (Nucria) de Foz, é a responsável pelo caso. Ela informou que o inquérito já está aberto e mais detalhes estão sendo apurados.
Este é o segundo caso de acidente envolvendo narguilé na cidade. Na última sexta-feira, um garoto de 3 anos morreu no Hospital Municipal após ter 95% do corpo queimado. Na quarta-feira, o tio e a mãe da criança fumavam narguilé, quando tentaram acender o carvão com álcool. O equipamento explodiu e o fogo atingiu a criança. As investigações sobre a morte da criança também estão a cargo do Nucria.
Narguilé
Cachimbo coletivo que passa de mão em mão, o narguilé é composto de um fornilho, um tubo e vaso, além de uma base onde é colocada água. O bico fica na ponta de uma mangueira e o fumo usado é aromatizado. O equipamento é bastante popular entre adolescentes e jovens, mesmo com a proibição de sua comercialização e uso por menores de 18 anos desde a lei nº 360/2010, aprovada pelos deputados estaduais. A fiscalização deve ser feita pelos donos dos estabelecimentos, que têm que exigir um documento de identidade para venda do produto.

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