Explosão de granada fere oito no Rio
Uma granada, de uso exclusivo das Forças Armadas, explodiu ontem de madrugada em frente ao edifício Plaza Atheneé, na Rua Gustavo Sampaio, uma das mais calmas do Leme, bairro de classe média alta na zona sul do Rio. A explosão deixou oito pessoas feridas. Seis carros, um deles da Polícia Militar, foram danificados por estilhaços. Um jovem suspeito foi detido para interrogatório e depois liberado.
A explosão ocorreu, à 0h30, a menos de 500 metros do Centro de Estudo de Pessoal do Exército. De acordo com perícia preliminar do Esquadrão Antibomba da Polícia Civil, a granada (tipo M4) foi arremessada da rua para o alto, bateu num vidro do prédio Plaza Atheneé e retornou para o chão, explodindo na calçada em frente ao edifício. Para o delegado da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), na zona sul, a bomba foi lançada por alguém que passava pela rua com o objetivo de atingir o edifício.
As vítimas dos estilhaços foram socorridas por ambulâncias do Corpo de Bombeiros e levadas para hospitais e liberadas. O estado mais grave é do porteiro do edifício Plaza Atheneé, José Evanildo Batista, de 38 anos, que teve o intestino perfurado. Ele foi operado e está em observação.
O meu filho retornava do supermercado quando foi atingido por estilhaços, contou a dona de casa Guiomar Muniz Martins, de 65 anos, mãe de uma das vítimas, Jaime Martins Passos, atingido na barriga. A família mora no Morro Chapéu Mangueira, localizado a uma quadra do local da explosão.
Um carro do 19º BPM (Copacabana) foi atingido quando passava pela rua. Os outros cinco veículos danificados estavam estacionados em frente ao prédio Plaza Atheneé e tiveram os vidros estilhaçados. As vítimas - todos pedestres - atravessavam a rua no momento da explosão.
A advogada Ana Maria Portugal, de 55 anos, moradora do prédio, disse que as pessoas desceram correndo para a rua assustadas com o barulho. Parecia que havia uma guerra, disse Ana Maria.
Após a explosão, a polícia prendeu para interrogatório um jovem, de 19 anos, identificado como Mauricinho. Segundo moradores, o rapaz estava, há dois dias, passeando na rua com uma granada nas mãos. Ele prestou depoimento na 12ª DP, mas foi liberado depois que duas testemunhas disseram que no momento da explosão o jovem estava em casa.





