São Paulo, 01 (AE) - A explosão de um botijão de gás provocou a morte de uma pessoa e deixou outra ferida, hoje, na periferia de São Paulo. O acidente aconteceu por volta das 7h30 na Rua Crichanás, 247, no bairro de Vila Nova Cachoeirinha, zona norte da cidade. No local, duas casas desabaram. A aposentada Gilda Alves Rodrigues, de 62 anos, morreu ao ser atingida por uma laje. Ela estava dormindo quando ocorreu a explosão e sua casa desabou.
O marido da aposentada, o vendedor de sorvetes José Aparecido Farias, de 62 anos, está internado no Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha. Farias teve queimaduras por todo o corpo. Segundo a direção do hospital, o estado de saúde do vendedor é estável. Ele deveria ser transferido ainda hoje para um hospital especializado em queimaduras.
O delegado do 38.º Distrito Policial, Jarbas Augusto Bottche, instaurou inquérito para apurar o caso. O laudo com a causa do acidente deve sair em 30 dias. Segundo o policial militar Paulo Sérgio de Oliveira, que ajudou a socorrer as vítimas, Farias teria esquecido uma das bocas do fogão ligada. "Ele disse que se esqueceu de desligar o fogão e não notou o vazamento de gás durante a noite".
De acordo com o policial, houve um princípio de incêndio no local. Pelo menos dez veículos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros participaram da operação, que durou menos de meia hora. A outra casa atingida estava desocupada e ficava no mesmo quintal onde vivia o casal. O proprietário das casas e primo de Farias, Joaquim dos Santos, de 59 anos, estava dormindo quando escutou o barulho. "Parecia uma bomba; minha casa tremeu inteirinha".
Parte da parede da casa de Santos também caiu. "Nós moramos no mesmo terreno há mais de 20 anos; não sei como isso pode ter acontecido", disse. Barulho - Outras duas residências tiveram os telhados quebrados por causa dos escombros arremessados pela explosão. "Só escutei o barulho e as telhas da minha casa caindo", disse a aposentada Sofia Gatti, de 84 anos. "Não sei o que aconteceu, mas foi horrível; parecia que o mundo estava acabando".
O supervisor de Uso e Ocupação do Solo da Administração Regional da Freguesia do à, Paulo Miranda, interditou a área por tempo indeterminado para evitar acidentes no local. Parte de uma das casas atingidas ameaça desabar e terá que ser demolida. "O local ficará interditado até que os proprietários tomem as providências".

mockup