Jerusalém, 17 (AE-AP) - Vinte e uma pessoas ficaram levemente feridas hoje (17) na explosão de uma bomba na cidade costeira de Hadera, no norte de Israel, no que a polícia suspeita ter sido um atentado palestino. A bomba estava numa lata de lixo diante de um banco, perto do principal mercado da cidade, e explodiu por volta das 11 horas locais, quando havia muitas pessoas na área fazendo compras. Um grupo desconhecido - que se chamou de "Forças Omar al-Mukhtar, Palestina Ocupada" - enviou um fax a agências de notícias em Beirute reivindicando a autoria do ataque. O grupo assinalou que seu alvo foram "gangues sionistas". Já as autoridades israelenses disseram suspeitar de outra organização extremista palestina, a Jihad Islâmica.
O primeiro-ministro Ehud Barak alertou para a possibilidade de novos atentados. "Estes são meses críticos, e inimigos da paz, como o (grupo libanês) Hizbollah ou organizações terroristas em Damasco ou no Irã ou na Judéia e Samaria (Cisjordânia) e Gaza, tentarão lançar ataques em Israel, como vimos hoje, e também no Líbano e no exterior."
O atentado em Hadera ocorre numa fase crítica das negociações de paz de Israel com a Autoridade Palestina (AP) e a Síria. No domingo, Barak adiou a próxima retirada parcial de tropas da Cisjordânia, que estava marcada para quinta-feira. Ele acertou uma reunião de emergência com o presidente da AP, Yasser Arafat, para hoje à noite.
Também hoje, Barak confirmou o adiamento, por tempo indefinido, de sua terceira rodada de negociações com o chanceler sírio, Faruq al-Shara (que estava marcada para amanhã nos EUA), depois que Damasco indicou que queria esse adiamento. A Síria tem dado sinais de frustração com a recusa de Israel de comprometer-se a devolver totalmente aos sírios as Colinas do Golan em troca de um tratado de paz. Funcionários sírios informaram que está sendo definida uma nova data para as conversações.
"Não aceitamos ordens de ninguém no mundo, mas respeitamos muito o presidente Hafez Assad (da Síria) e, se ele precisa de algum tempo antes que as negociações recomecem, respeitamos isso e vamos esperar", disse Barak.

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