Dois homens morreram e três ficaram gravemente feridos na explosão de uma balsa usada para transportar petróleo, ontem pela manhã, em Manaus. O acidente aconteceu no momento em que sete trabalhadores terceirizados faziam a limpeza da balsa do estaleiro da CNA (Companhia de Navegação da Amazônia), localizado na margem direita do rio Negro. Entre os mortos estava um dos donos da empresa terceirizada, Ricardo Barbosa, 27. O corpo dele foi lançado a uma distância de cem metros do local do acidente, batendo na parede de um rebocador.
Dois funcionários escaparam com ferimentos leves. Os feridos foram levados para o pronto-socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul.
Destroços da balsa também atingiram outras embarcações que estavam ancoradas no estaleiro, que fica distante a apenas 500 metros do Centro de Capitação de Água da Ponto do Ismael, que abastece toda a capital.
A explosão foi ouvida às 9h40 num raio de 300 metros pelos moradores do bairro Compensa 2, na zona oeste. ‘‘A explosão foi tão grande que eu pensei que estavam derrubando a minha casa’’, disse o soldador naval Manoel Freitas.
No instante em que o Corpo de Bombeiros fazia o isolamento da balsa aconteceu mais uma explosão. ‘‘O nosso pessoal recuou rápido’’, disse o coronel Franz Marinho de Alcântara, comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas.
A Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental abriu inquérito administrativo para apurar as causas do acidente e isolou o estaleiro num raio de 200 m no rio Negro.
Os peritos trabalham com a tese de que atritos de gases emitidos pelo petróleo e pela água usada na limpeza teriam ocasionado a explosão. Outra possibilidade seria fagulhas da bomba de sucção de água que estava sendo manuseada pelos funcionários. A investigação tem prazo de 30 dias para conclusão.

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