Exploração infantil preocupa a Europa
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sexta-feira, 27 de setembro de 2002
France Presse 
Estrasburgo - O Conselho da Europa defendeu ontem a aplicação da ''tolerância zero'' diante da exploração sexual de crianças e da pornografia infantil na internet.
''A tolerância zero deve se transformar em causa nacional para os 44 Estados do Conselho da Europa'', disse aos colegas o italiano Fiorello Provera (liberal, democrata e reformista), autor de um relatório sobre o tema.
Uma resolução aprovada pela Assembléia constatou que, ''nos últimos anos, em nossos Estados europeus, o tráfico e a prostituição infantil tornaram-se (negócios) prósperos. As crianças vêm da Europa Oriental, África e China''. Apesar de ''uma certa conscientização'' dos Estados, a Assembléia lamentou o fato de muitos dos seus membros não terem aprovado os instrumentos necessários para lutar contra o problema, ou não os apliquem.
Em seu relatório, Provera lamentou ainda o crescimento e os perigos da pornografia infantil na internet. ''O anonimato e a simplicidade da rede a tornam um instrumento temível''. E apontou os fóruns de discussão eletrônicos como ''lugares com muitos riscos para os menores'', além de lamentar as dificuldades encontradas pelos investigadores para identificar e encontrar as crianças cujas fotos são trocadas pela internet.
O Conselho da Europa pediu que não se deixe nenhuma infração ou tentativa de infração impune, que se dê preferência aos direitos da vítima sobre os dos suspeitos, e que se tente identificar as vítimas.
Para Dick Marty (liberal, democrata e reformista, Suíça), ex-juiz, está claro que ''as vítimas de ontem são os agressores de hoje'', e que é necessário que a ''investigação psicológica, sociológica e antropológica analise a relação perturbada que a sociedade moderna tem com a sexualidade''.


