Exploração do mogno é proibida por mais cinco meses
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - A exploração de mogno está proibida no País por mais 150 dias. Nem as propriedades com projetos de manejo poderão extrair mogno, uma espécie ameaçada de extinção. Neste período, essas propriedades estão autorizadas apenas a continuar a fase preparatória para o próximo corte. O decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será publicado no Diário Oficial da União de hoje, suspende a exploração, cria Comissão Especial do Mogno e propõe incentivos fiscais para o desenvolvimento sustentável do setor florestal na Amazônia.
A prorrogação da suspensão precisa sair hoje no D.O, quando perde validade o decreto assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso proibindo a exploração do mogno.
A fiscalização e os controles adotados pelo antigo governo eram insuficiente para impedir o comércio ilegal do mogno. De acordo com levantamento do Ministério do Meio Ambiente, somente no ano passado, foram apreendidos 64 mil metros cúbicos de mogno em toras e 21 metros cúbicos de madeira beneficiada sem origem comprovada.


