O segundo vôo espacial de Glenn e as experiências sobre a vida espacial que a tripulação da Discovery realizará antecipam as missões de longa duração que os astronautas farão para povoar a Lua ou Marte no próximo século. As experiências que se realizarão sobre o sono, as perdas das massas muscular e óssea e os problemas cardiovasculares não são novidades. A missão Discovery é um prolongamento direto da missão Neurolab, que, na primavera (boreal) passada, permitiu a uma tripulação da nave Columbia estudar a reação do sistema nervoso.
Os sete membros da tripulação da Discovery servirão também de cobaias ao submeter-se a vários tipos de testes e exercícios para tentar determinar, por exemplo, por que os astronautas perdem 1% de sua massa óssea com a não-gravidade e como neutralizar isto.
A Nasa tem como objetivo enviar homens a Marte antes do ano 2020 ou instalar uma base permanente na Lua até a metade do próximo século. Com a finalidade de atingir este objetivo, as pesquisas da Nasa se concentraram em diferentes áreas, entre elas a alimentação.
No futuro, os astronautas colonizadores só poderão ser vegetarianos. Na Lua, deverão se auto-abastecer, cultivar seus próprios campos com batatas, feijões, tomates, etc. As raízes serão alimentadas através de uma solução nutritiva e as plantas receberão a luz do sol e de lâmpadas em Marte. Os cientistas tentam criar pratos saborosos e equilibrados, combinando diferentes produtos e levando em conta que os astronautas não podem ingerir açúcar. Quanto ao sal, a Nasa está diante de um dilema: o sal condimenta, mas consumi-lo em demasia pode acelerar a perda de massa óssea.

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