Experiência como refém
Elvira Sutton tem experiência como refém. Ontem, foi a segunda vez em que ela permaneceu sob a mira de armas dentro da própria casa. Na delegacia, Elvira disse que não se sentiu nervosa. Nervosa por quê? Não iria melhorar a situação, afirmou ela.
Com o semblante sério, Elvira disse que não teve medo nem quando um dos assaltantes derramou álcool sobre seu corpo. O que eu podia fazer? Nada, afirmou.
Ela contou que está se acostumando aos bangue-bangues do Rio de Janeiro, em especial os de Santa Teresa, bairro onde vive desde 1959.
Em 1994, sua casa foi invadida por assaltantes, que levaram dinheiro e equipamentos eletrônicos, como um videocassete e uma aparelhagem de som.
Para sua surpresa, no dia seguinte os equipamentos foram devolvidos, com pedidos formais de desculpas. Levaram, mas no dia seguinte o chefe (do tráfico de drogas) do morro dos Prazeres trouxe tudo de volta, lembrou ela. (Agência Folha)





