Brasileiros e russos firmaram acordo de cooperação científica para a realização de uma expedição de resgate de peças do navio Kasato Maru, que naufragou em águas russas em agosto de 1945, após ser bombardeado por aviões na Segunda Guerra Mundial. O Kasato Maru tem um significado muito importante para os brasileiros, principalmente para os descendentes de japoneses que vivem aqui.
Um termo de cooperação entre representantes do Instituto Tecnológico e Ambiental do Paraná (Itapar) e da Sociedade Geográfica da Rússia (SGR) para a realização do trabalho de resgate foi assinado no mês passado em Curitiba.
A ideia é resgatar as duas âncoras do navio, além do sino, leme e timão. O presidente do Itapar contou que está buscando parceria principalmente com a comunidade nipo-brasileira. A SGR participará com um navio-escola e várias entidades e órgãos governamentais da Rússia também estão no projeto, como especialistas em objetos de São Petesburgo, especialistas em hidrologia, representantes de universidades e a Federação de Mergulho da Rússia. Mas ainda é preciso contratar navios e helicóptero de apoio e demais despesas com as viagens. O SGR tem 170 anos e já executou projetos de pesquisa científica em 83 regiões da Rússia.
O Kasato Maru afundou na Península de Kamchatka, no Mar Okhotsk, no Sul da Rússia. A primeira expedição, exploratória, deve chegar àquele local em maio. Estudantes e professores de universidades brasileiras serão convidados a integrar o projeto. Entre julho e agosto de 2016 deve acontecer a operação de resgate das peças. Antes da chegada prevista a Curitiba, em 2017, as peças serão expostas em museu na Rússia.

Navio que trouxe para o Brasil, em 1908, os primeiros imigrantes da Terra do Sol Nascente

Península no Mar Okhotsk, no Sul da Rússia, onde Kasato Maru naufragou em 1945. Calcula-se que ele se encontra a 18 metros de profundidade

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