Londrina - A expectativa de vida do brasileiro subiu para 74 anos e 29 dias (74,08 anos) em 2011, de acordo com dados do IBGE divulgados ontem. Em relação a 2010, a esperança ao nascer teve um aumento de 3 meses e 22 dias (73,76 anos). Já em comparação com 2000, a esperança de vida ao nascer subiu 3,65 anos (3 anos, 7 meses e 24 dias), ou seja, ao longo de 11 anos, a expectativa teve aumento médio de três meses e 29 dias por ano.
Os homens tiveram um ganho maior em relação as mulheres na última década. A redução no número de mortes violentas entre jovens adultos fez aumentar a expectativa de vida de recém-nascidos do sexo masculino entre 2010 e 2011. A esperança de vida ao nascer para os homens passou de 70,2 anos para 70,6 anos em 2011. Já para as mulheres aumentou de 77,4 anos para 77,7 anos.
No comparativo com 2000, o aumento na expectativa de vida também foi maior entre os homens, embora as mulheres ainda vivam consideravelmente mais. O ganho em 11 anos na esperança de vida ao nascer foi de 3,8 anos para o sexo masculino e de 3,4 anos para as mulheres. ''Essa redução se deve a uma queda da mortalidade masculina por violência, que é na faixa de adultos jovens, entre 25 e 30 anos'', disse Fernando Albuquerque, gerente da Coordenação de População e Indicadores Sociais.
Para a coordenadora do projeto de extensão para idosos da Universidade Federal do Paraná, Rosecler Vendruscolo, o principal fator que faz as pessoas viverem mais é o avanço tecnológico na área médica. A melhoria das condições de vida, que não têm mais tanto desgaste físico como antigamente, é outro ganho citado.
''Além disso, também existe uma influência da questão educacional, visto que hoje em dia há maior conhecimento em relação a cuidados com a saúde, como higiene e alimentação. As pessoas têm mais oportunidades e, consequentemente, vivem mais'', avaliou. Rosecler lembrou, ainda, que a expectativa vem aumentando, gradativamente, desde o século passado. ''Em meados de 1900, a média era de 40 anos e na década de 1990 subiu para 60.''
Embora a expectativa de vida entre homens tenha registrado aumento superior à das mulheres, o sexo feminino ainda vive mais. Na opinião de Rosecler, o que motiva essa diferença é o cuidado maior que elas têm com a saúde. ''Os homens são mais resistentes a ir ao médico e manter hábitos de vida mais saudáveis.''
A coordenadora do grupo de idosos da Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), Luzia Deliberador, avalia que vários fatores têm contribuído para o aumento da expectativa de vida. Entre os principais, ela também cita a qualidade de vida - ''que inclui melhores condições de saneamento básico e boa alimentação'' -, desenvolvimento da área médica, melhor atendimento à saúde e socialização dos idosos.
Para ela, embora ''a sociedade brasileira tenha mudado muito nos últimos anos'', colocando idosos nas propagandas e como personagens de novelas, ainda há um vasto caminho a percorrer para que eles sejam valorizados. ''No Japão, eles são muito valorizados. Grandes empresas têm idosos só para dar conselhos'', comparou.(Com Agências)

Imagem ilustrativa da imagem Expectativa de vida sobe para 74 anos
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