Curitiba- A média de vida do brasileiro é de 72,35 anos. O indicador da esperança de vida ao nascer subiu 32,4% em um período de 46 anos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida era de 54,6 anos em 1960. O Paraná é o estado do Sul do Brasil com o pior índice, mas é o sexto melhor do Brasil, com expectativa de vida de 73,8 anos. As mulheres ainda vivem mais do que os homens. Nesses 46 anos, a esperança de vida das mulheres teve alta de 35,7%, chegando 76,1 anos. Já os homens tem esperança de vida de 68,5 anos (alta de 28,9%). Os pesquisadores do IBGE apontam que os fatores que contribuíram para esta mudança foram a melhoria no acesso da população aos serviços de saúde, as campanhas de vacinação, o aumento da escolaridade, a prevenção de doenças e os avanços da medicina.
Desde 1999, o IBGE divulga anualmente a chamada Tábua da Vida. Os dados são usados pelo Ministério da Previdência Social no cálculo do fator previdenciário das aposentadorias das pessoas regidas pelo Regime Geral da Previdência Social. O Distrito Federal é o estado com o melhor índice de expectativa de vida, chegando a 75,11 anos.
O empresário José Eugênio Ghignone, dono das livrarias, está com 80 anos e em plena atividade comercial. Todos os dias ele acorda cedo e vai para a loja -onde vende livros por paixão. ''A loja foi a inspiração para meu pai que esteve com o escritor Monteiro Lobatto. Eles achavam que o País só se faz com homens e com livros. É a sabedoria universal. A livraria tem 86 anos. Eu só não nasci aqui porque nasci num domingo e minha mãe estava em casa'', disse José Eugênio.
O comerciante nem pensa em parar. Diz que trocou a religião pelos livros. ''Todos os dias eu acordo cedo. A religião eu troquei pelos livros. A religião vai muito mal. Os livros não. Mesmo com a Internet'', apostou.
O IBGE verificou ainda a taxa de mortalidade infantil. No Brasil, entre 1980 e 2006, a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 64% ao cair de 69,1 por mil nascidos vivos para 24,9 óbitos a cada mil nascidos vivos. Em 2006, o estado com a mais baixa taxa de mortalidade infantil era o Rio Grande do Sul. O Paraná aparece novamente na sexta posição com 19,3 mortes a cada mil nascidos vivos.

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