As previsões para quem tem câncer são muito pessimistas e baseadas em dados ultrapassados
Paris - A expectativa de vida após um diagnóstico de câncer é maior do que indicam as avaliações convencionais, ''frequentemente muito pessimistas'', afirmou o epidemiologista alemão Hermann Brenner à revista científica britânica ''The Lancet''.
Estudo feito por Brenner permitirá que médicos e pacientes lutem contra a tristeza e depressão causadas pelo fato de as previsões serem frequentemente muito pessimistas e baseadas em dados ultrapassados.
O pesquisador utilizou registros de câncer nos Estados Unidos entre 1973 e 1998 e os analisou utilizando como bases dois métodos distintos.
Brenner aponta que as avaliações convencionais dos índices de sobrevivência depois de um câncer são ''muito pessimistas, já que não levam em conta os progressos recentes em matéria de tratamento e diagnóstico precoce''.
De acordo com o estudo, os índices de sobrevivência 20 anos depois do diagnóstico aproximam-se de 90% para os cânceres de tireóide e testículo; ultrapassam os 80% nos casos de melanoma e câncer de próstata; ficam em cerca de 80% no câncer do endométrio; e são de quase 70% nos casos de câncer de bexiga e doença de Hodgkin.
O índice de sobrevivência 20 anos após o diagnóstico é de 65% no caso de câncer de mama; 60% no de câncer do colo do útero; e cerca de 50% nos de câncer colo-retal, ovário e rim, segundo essas estimativas.
Os cânceres que continuam tendo resultados fracos em termos de sobrevivência após o diagnóstico são os de esôfago, pâncreas e pulmão, destaca o autor da pesquisa.

mockup