Expectativa de vida aumenta 4 anos
Os brasileiros estão vivendo mais, segundo dados do Atlas de Desenvolvimento Humano. Entre 1991 e 2000, a esperança de vida ao nascer aumentou de 64,73 anos para 68,61 anos no País, um acréscimo de 6%. A diferença entre o município onde se tem mais e menos longevidade no País ainda é enorme. Quase 24 anos separam a realidade de quem vive em São Caetano do Sul, em São Paulo, município brasileiro com maior expectativa de vida (78,2 anos), de Centro do Guilherme, no Maranhão, que tem a menor taxa (54,4 anos).
Mas, no geral, as duas parcelas extremas do índice se movimentaram para melhor. Na mesma faixa de Centro do Guilherme - entre 52,5 e 60 anos - estão outras 445 cidades brasileiras. Já foi pior. Em 1991, eram 1.405. Na fatia mais alta (entre 75 e 82,5 anos), junto a São Caetano, há 265 municípios - em 1991 não havia nenhum.
''O aumento de expectativa de vida é expressivo porque este é um indicador estrutural. Depende de outros fatores, tais como condições mínimas de nutrição, medicina preventiva e curativa e saneamento básico'', diz José Carlos Libânio, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). ''O ganho do Brasil só não foi maior porque temos um alto índice de mortalidade entre jovens entre 15 e 19 anos por causa da violência e do trânsito.''
Segundo Libânio, a assistência à primeira infância, de 0 a 3 anos, é um dos principais propulsores do aumento nas taxas de expectativa de vida. ''Se a criança conseguiu passar pela fase em que é mais vulnerável e recebeu atendimento correto como nutrição e vacinação, tem chances de viver mais'', diz.





