São Paulo, 20 (AE) - A venda de carros e comerciais leves no varejo nos primeiros 10 dias do mês aumentou 18,4% na comparação com o mesmo período de julho. Os concessionários venderam 23.967 unidades, o que representou um incremento de 3,7 mil veículos na comparação com o mês anterior.
O aumento da demanda deve-se à expectativa dos reajustes de preços na próxima semana, quando termina o acordo automotivo emergencial. Mas na comparação com o mesmo período de agosto do ano passado o resultado do varejo da primeira dezena de agosto representou queda de 6,7%.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a venda no atacado - das fábricas para os revendedores - caiu no mesmo período 4% na comparação com os primeiros 10 dias de julho deste ano, o que indica que os níveis de estoque baixaram. Os fabricantes não concluíram ainda o levantamento de estoques. O setor vinha trabalhando com quantidade de veículos suficiente para mais de 40 dias de vendas.
Os concessionários estimam que este final de semana será um dos melhores dos últimos tempos. Eles apostam, no aumento de demanda em razão das notícias veiculadas pelo próprio governo de que o acordo emergencial não será renovado. O mercado espera aumentos de preços de 12% a até 14% até o final do mês.
O diretor da Iguatemy Veículos, revenda Volkswagen de São Paulo, Pérsio Calil, espera para este mês acréscimo de vendas em torno de 15%. "O noticiário a respeito do fim do acordo vai nos beneficiar neste final de semana, mas depois do aumento a demanda vai cair muito", disse. Mesmo com a expectativa do aumento, os concessionários continuam dando descontos de 4% a 5% em quase todos os modelos.

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