Chicago, EUA, 08 (AE-DOW JONES) - O presidente do Fed de Chicago, Michael Moscow, afirmou hoje (08) que grande parte da significativa queda do número de pessoas atendidas pelo serviço de assistência social do país e o aumento no padrão de vida das minorias é resultado da força da atual expansão econômica do país. Moscow disse que o número de pessoas atendidas pelo serviço de assistência social nacional caiu 48%, entre 1993 e 1999, 44% desse declínio, ocorrido entre 1993 e 1996, é atribuído às oportunidades criadas pela expansão econômica.
Além disso, o presidente do Fed de Chicago acrescentou que o aumento dos ganhos semanais entre os homens negros tem sido "substancialmente mais elevado", ao longo dos últimos cinco anos, em relação ao homens brancos. A taxa de desemprego entre jovens negros, com idade de 16 a 24 anos, ainda estava acima dos 20% em 1998, mas representa uma acentuada queda em relação aos mais de 35% registrados na metade da década de 80. A taxa aquisição de casa própria entre as minorias está crescendo e os níveis de educação estão melhorando.
Moscow disse que o crescimento sustentado da atual expansão econômica, combinado com baixas taxas de inflação e de desemprego, tem permitido as companhias a fazerem investimentos de longo-prazo. Isso tem beneficiado não apenas a economia mas os segmentos da sociedade historicamente menos favorecidos. O presidente do Fed de Chicago não quis explicar porque a economia norte-americana está indo tão bem ou quanto tempo essa expansão irá durar, ele se limitou a dizer que quanto mais tempo as pessoas permanecerem empregadas mais experiência e treinamento elas receberão, o que as ajudará a manter esses empregos durante os períodos mais difíceis.
"Estender o período de alta estabilidade, como o que estamos vivendo atualmente, significa que temo s muitos americanos - que nunca tiveram oportunidades antes - de entrar no mercado de trabalho. Eles têm hoje oportunidades de trabalho, de receber treinamento, de investir em seus próprios negócios, casa e família e de quebrar o ciclo de pobreza", disse. Moscow também destacou a melhora em outros itens de acumulação de riqueza, como a casa própria. Em 1994, 42% dos norte-americanos de origem hispânica e negra possuíam casa própria. Esse percentual aumentou para cerca de 46% - "um crescimento rápido e considerável", disse. No entanto, entre os brancos esse percentual sobe para 73%. "Mas o recente crescimento entre as minorias pode ser o primeiro sinal que as comunidades historicamente menos ricas estão começando a ser beneficiadas pelo crescimento econômico", disse.

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