Brasília, 16 (AE) - O Ministério da Saúde definiu como prioridade este ano a expansão dos Programas de Saúde da Família (PSF) e de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Serão aplicados R$ 160 milhões a mais na tentativa de fechar o ano com mais seis mil equipes do PSF. Já o Piso de Atenção Básica (PAB) não vai ter mais dinheiro. O governo aplicará neste programa R$ 25 milhões, mas somente para acompanhar o crescimento populacional, estimado em 1,4% entre 1998 e este ano. "Nossa estratégia é expandir o PACS e PSF, de forma a criar um vínculo entre o posto de saúde a população mais pobre, aquela que geralmente não tem plano de saúde", explicou o secretário do ministério, Barjas Negri.
O PAB é um programa que repassa recursos aos municípios para uso em serviços básicos, como a vacinação, a prevenção de doenças e acompanhamento pré-natal, por exemplo. O valor mínimo transferido é de R$ 10,00 por habitante/ano. Mas pode chegar a R$ 18,00, caso o município recebe adicionais para projetos específicos, como de combate à carência nutricional. Hoje, 5.136 municípios recebem o PAB. No caso do PACS e do PSF, o município recebe R$ 41,2 mil anuais. No ano passado, o governo gastou R$ 218,7 milhões nos dois programas. Este ano, o orçamento previsto é de R$ 378,9 milhões, segundo Negri.
Existem, hoje, cerca de três mil equipes de PSF em mais de mil municípios e 90 mil agentes comunitários presentes em 3,5 mil cidades. Hoje, Barjas reuniu-se com representantes das secretarias Estaduais de Saúde para definição de metas de atenção básica de saúde a serem alcançadas pelos Estados e municípios até 2.002.

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