A situação de expansão da economia favorece a realização de casamentos, de acordo com a pesquisa da FGV. O diretor do CPS, Marcelo Néri disse que o ''boom'' dos planos econômicos Cruzado (1986) e Real (1994) foram momentos em que as pessoas casaram mais. Na parte do divórcio, a relação não é tão clara. ''A partir de 1988, com as mudanças na legislação introduzidas pela nova Constituição aumentou o número de pessoas divorciadas e diminuiu o número de desquitadas.''
Néri afirmou que as dissoluções conjugais estão muito ligadas à instabilidade tanto da economia como da própria família. ''Se uma das pessoas do casal perder o emprego ou o outro receber uma promoção, por exemplo, isso é um fator desestabilizador da relação. Quer dizer, os casais estão em um certo equilíbrio. Se você muda o ambiente econômico da sociedade ou daquela família, essa instabilidade tende a induzir mais separações''.
Ele observou que nos últimos anos, houve uma maior tendência em direção à maior solidão masculina e feminina. Pode-se falar, inclusive, que as regiões mais ricas do Brasil, que são as grandes cidades, são as ''capitais da solidão'', disse, já que há maior presença de pessoas sozinhas, em geral, cujo nível de renda é mais alto. (Folhapress)

mockup