Exército vai instaurar sindicância sobre caso
O coronel Paulo Édson de Sá, comandante do 30º Batalhão de Infantaria Motorizada (30º BIM) do Exército, anunciou ontem que está determinando a abertura de uma sindicância, para acompanhar o caso do londrinense César Senegalha Alvares. Ele foi preso sábado passado pela Polícia Rodoviária Federal, no Rio de Janeiro, com uma carga de armamentos pesados, explosivos e granadas, que estavam sendo transportados no bagageiro de um ônibus da Viação Garcia que fazia a linha Campo Mourão-Rio de Janeiro.
Senegalha é o presidente do Clube do Tiro de Apucarana e obteve do Exército, há cerca de dois anos, uma autorização para funcionamento do estande de tiro. No documento expedido pelo 30º BIM consta a liberação de apenas um revólver e uma pistola para uso restrito no clube.
A partir da sindicância nós iremos avaliar as atitudes de Alvares e investigar se ele estava realmente utilizando o clube como fachada para vender armas e munição, informou o coronel Paulo Édson de Sá. O comandante acrescenta que a autorização concedida anteriormente pelo Exército poderá ser cassada.
Édson de Sá explicou que o Exército concede autorização para funcionamento de clubes de tiro em todo o País e que, em todo o Norte do Paraná, incluindo Londrina, este tipo de processo passa pelo 30º BIM. Isso está previsto na legislação e é autorizado, desde de que os interessados comprovem que são atiradores ou colecionadores e cumpram todos os pré-requisitos exigidos, destacou.
Segundo o coronel, César Senegalha Alvares cadastrou-se no 30º BIM e cumpriu todas as normas do processo, que foi remetido à 5ª Região Militar, em Curitiba, e depois tramitou na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, em Brasília, que expediu a homologação à unidade de Apucarana.
Entre outros requisitos, Alvares apresentou atestado de idoneidade, alvará de licença (concedido pela Prefeitura de Apucarana), cópia do CGC do clube, cópia da ata da eleição e composição da diretoria do clube, além de ter assinado um termo de compromisso exigido pelo Exército.
Para nós o que importa é o funcionamento regular do clube, as atitudes pessoais de Senegalha (Alvares) são de sua inteira responsabilidade, comentou o coronel. Ele ressaltou que o londrinense não tem autorização do Exército para circular com o tipo de armamento que foi apreendido em seu poder no Rio de Janeiro. (Maurício Borges, de Apucarana)





