Exército reforça segurança na fronteira
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terça-feira, 29 de janeiro de 2002
Patrícia Iunovich Especial para a Folha Foz do Iguaçu 
- O Exército e a Marinha estão reforçando o policiamento nas ruas de Ciudad del Este, no Paraguai, na fronteira com o Brasil. O presidente Luíz Macchi decidiu recorrer às Forças Armadas para reprimir possíveis manifestações violentas no país vizinho. A Polícia Nacional aguardava ontem à tarde a chegada de um pelotão especial de Assunção. Até o início da noite, a situação era tranquila no lado paraguaio da fronteira.
Coincidência ou não, o jornal ABC Collor, um dos mais influentes do Paraguai, informou ontem que o presidente Luíz Macchi teria um plano para caçar e assassinar o ex-general Lino Oviedo, que está montado uma base eleitoral na região Oeste do Paraná. A denúncia foi feita pelo deputado oviedista Luis Villamayor. As informações foram negadas pelo governo paraguaio.
Desde o início do mês, vêm aumentado os rumores de uma possível convulsão social em Ciudad del Este. O Serviço de Inteligência da Polícia Nacional teria rastreado informações de que grupos de sindicalistas e campesinos (sem-terra) paraguaios estariam organizando protestos para forçar a renúncia de Luíz Macchi.
As manifestações incluiriam saques e panelaços, a exemplo do que vem ocorrendo na Argentina, em todo o Departamento (Estado) de Alto Paraná, cuja capital é Ciudad del Este. O governo justificou o uso das Forças Armadas como uma forma de ajudar no policiamento preventivo, mas nega qualquer conotação política.


