Brasília, 23 (AE) - O ministro-chefe da Casa Militar, general Alberto Cardoso, disse hoje que o Exército estará "alerta" durante a realização da Marcha dos Cem Mil no próximo dia 26, mas que não será "usado a priori" . "O Exército não estará sendo empregado, mas em situação como esta fica sempre em alerta", explicou o general. O controle da operação está sendo feito pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal.
Cardoso disse que o governo espera uma manifestação pacífica. "A própria organização da marcha está organizada internamente para que ela seja pacífica", disse. Segundo o general, o número de policiais militares será "compatível" com o número de manifestantes. E, embora o controle seja do governo do DF, os preparativos de segurança estão sendo feitos em "comum acordo". Amanhã (24), os dois se reúnem para fazer uma nova avaliação do movimento.
Para o general a manifestação não pode ser encarada "como um golpe" contra o presidente Fernando Henrique Cardoso. "É uma manifestação democrática, mesmo que sem pauta definida", argumentou. "É claro que o slogan Fora FHC não é democrático, porque não houve crime de responsabilidade do presidente, mas não envolve a maioria dos manifestantes." O general disse ainda que o momento é de "união de esforços para enfrentar patrioticamente os problemas do País".

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