Rio de Janeiro
O esquema de segurança de João Paulo 2º mudou radicalmente ontem, seguindo a orientação dada pelo Vaticano para reduzir a presença de militares armados. Havia cerca de 1.500 soldados do Exército e da PE (Polícia do Exército). Todos estavam em uniforme administrativo e a maioria, desarmada - contrastando com o esquema usado até sexta, que tinha militares com farda camuflada e armados com fuzis. A segurança foi reforçada por 1.500 homens do 13º Batalhão de Polícia Militar, também em sua maioria com roupas administrativas e pouco armados.
Mas o esquema menos ostensivo não evitou alguma confusão à entrada da catedral. Apenas os convidados podiam entrar, e a falta de centralização no controle de entrada levou diversas pessoas a discutir com os soldados. ‘‘Eu tenho a credencial, mas só me deixaram entrar depois de quase levar um tapa’’, afirmou uma freira que se identificou como irmã Isabel. Segundo a PM, cerca de 5.000 pessoas foram ver João Paulo 2º desfilar de papamóvel à saída da catedral. Elas ocuparam os barrancos próximos à igreja e traziam bandeiras azuis e brancas.
De papamóvel, o pontífice seguiu lentamente até a avenida Chile e parou em frente ao jardim da catedral. Lá, duas crianças descerraram uma estátua em bronze do papa, feita pelo escultor Mario Agostinelli e doada por escolas particulares do Rio e São Paulo. Em frente, um coral com 1.200 crianças cantou a ‘‘A Benção, João de Deus’’ e fez uma coreografia com as mãos para João Paulo 2º. Neste momento, os seguranças abriram a porta de trás do papamóvel, mas o pontífice não desceu. A porta, porém, não foi fechada na avenida Chile.
Em outro comportamento incomum da segurança, os PMs que isolaram a saída da catedral não impediram que algumas pessoas ficassem junto ao papamóvel. Os cerca de 4.000 convidados que assistiram à missa passaram por dois detectores de metais. Bolsas passaram por dois aparelhos de raio-X.

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