Exército é chamado para evitar novos conflitos em Minas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de junho de 1997
Agência Estado Belo Horizonte 
Dezenas de soldados de unidades do Exército em Belo Horizonte foram acionados, no final da tarde, para complementar a segurança da sede administrativa do governo mineiro, na Praça da Liberdade. Os soldados, fortemente armados, chegaram em caminhões e postaram-se em posições estratégicas, próximo ao Palácio da Liberdade e à sede do Comando da Polícia Militar de Minas (Copom). A PM informou que a medida tinha o objetivo de inibir os policiais que participaram de um grande tumulto no local, para que não tentassem novas invasões.
De acordo com a assessoria de imprensa da PM, o coronel Edgar Eleutério Cardoso, comandante do CPC e acusado pelos manifestantes de ter disparado contra o cabo Valério Santos, durante o tumulto, entregou sua arma, um revólver calibre 38, a um juiz para provar sua inocência.
Peritos da Polícia Civil também se encontravam na porta do prédio, onde havia grandes manchas de sangue, colhendo material para fazer um laudo sobre o incidente. Segundo o médico Guilherme Riccio, o cabo começou a ser internado, às 18 horas, no Pronto Socorro do Hospital João XXIII. Riccio desmentiu notícia divulgada por uma rede de televisão, de que o cabo teria apresentado morte cerebral.
O assessor de imprensa do governo, Francisco Brant, informou que o governador Eduardo Azeredo ainda aguardava o desenrolar dos acontecimentos para se posicionar sobre o assunto. Brant adiantou, no entanto, que Azeredo estava indignado com a violência e o radicalismo de alguns dos manifestantes.


