Brasília, 25 (AE) - O Exército dobrou o contingente de soldados e oficiais no Palácio do Planalto. Durante todo a quinta-feira deverão permanecer nas dependências do palácio cerca de 400 homens - o efetivo normal do Batalhão de Guarda Presidencial é de 220 militares.
O plano do Exército é manter o pessoal disfarçado em áreas internas com a instrução de só entrar em cena se manifestantes atravessarem o bloqueio das tropas da Polícia Militar, hipótese considerada remota pelo Comando Militar do Planalto.
Oficiais do Exército avaliam que a PM está executando "um trabalho altamente profissional e muito bem organizado". Eles confiam na atuação da PM. Esses oficiais advertem que "não pode haver qualquer espécie de confronto porque as consequências seriam imprevisíveis". Ressaltam que "não há informações sobre disposição para badernas e quebra-quebra".
O general Alberto Cardoso, ministro-chefe da Casa Militar, disse não acreditar em atos de violência dos manifestantes. Nos últimos dias, ele conversou várias vezes com o secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, Paulo Castelo Branco. O secretário procurou tranquilizar o general, informando a ele que tem tido sucessivos contatos com as lideranças da Marcha dos 100 mil.
Castelo Branco disse ao ministro que está atento à eventual "ação de radicais". "Sempre nos preocupamos com qualquer tipo de radical mas a marcha é democrática", observou o secretário. "Se tivermos problemas vamos agir."

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