Exército destrói "monumento" a colono assassino
KIRYAT ARBA, Israel, 29 (AE-AP) - Soldados israelenses desmontaram nesta quarta-feira (29) um monumento fúnebre erigido sobre o túmulo de Baruch Goldstein, o colono judeu que matou 29 palestinos que oravam na Tumba dos Patriarcas, a principal mesquita de Hebron, em fevereiro de 1994.
Enquanto os militares retiravam cerâmicas decorativas e outros ornamentos, Israel Goldstein, pai do extremista, chorava sobre o túmulo. "Ele era um homem de bem", gritava.
Médico nascido em Nova York, Baruch Goldstein, invadiu a mesquita fortemente armado e atirando a esmo contra fiéis ajoelhados em oração. Foi linchado pela multidão revoltada.
Seu túmulo converteu-se em centro de peregrinação para judeus extremistas, razão pela qual a Justiça israelense ordenou a retirada dos ornamentos.
Alguns colonos de Hebron ameaçaram vingar-se profanando o túmulo de Yitzhak Rabin, assassinado por outro extremista judeu em 1995.





