Curitiba- O Exército destruiu, ontem, a pedido do governo do Estado, 1.040 armas recolhidas junto à população por meio da campanha de desarmamento. A destruição aconteceu em cerimônia realizada em frente ao Palácio Iguaçu. O material triturado por rolos compressores seria levado para uma fundição na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) para completar sua inutilização. O ato, segundo o governador Roberto Requião (PMDB), deverá ser repetido todos os meses. O governo garante que, em quatro meses, foram recolhidas cerca de 6,5 mil armas.
A entrega das armas foi motivada pela lei estadual do desarmamento, aprovada em dezembro de 2003. A legislação prevê o pagamento de um prêmio de R$ 100 para quem entregar, voluntariamente, as armas. O bônus é pago, também, aos policiais civis e militares que fizerem apreensões de armamento ilegal.
Se por um lado, o governo do Estado aponta os bons resultados da campanha já que no ano passado apenas 746 foram recolhidas e destruídas por outro, a promessa do prêmio já começou a criar um certo descontentamento por parte dos voluntários que entregou as armas.
O padeiro Joreci Lopes, morador em Foz do Iguaçu, disse que entregou sua arma um revólver calibre 22 em 27 de janeiro do ano passado. O compromisso do governo era de ressarci-lo em 30 dias. Mais de dois meses depois da entrega, ele afirma que ainda não viu a cor do dinheiro. Na Polícia Militar onde entregou a arma não conseguiu maiores informações. A resposta que teve foi de que o pagamento seria, agora, de responsabilidade do governo.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública justificou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o atraso nos pagamentos é decorrente de problemas operacionais junto aos bancos. Cerca de 1.950 pessoas já teriam recebido o pagamento, o que representa algo em torno de 30% do total. Parte dos que estão com o pagamento atrasado, segundo a assessoria, teve problemas de endereço errado para o envio da confirmação do depósito, ou apresentou problemas com CPFs cancelados, suspensos ou inexistentes. O governo encaminha para o endereço passado pelo voluntário uma correspondência informando em qual banco o dinheiro deve ser retirado. O restante dos pagamentos pendentes, informou a assessoria, está dentro do prazo programado.

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